Educação

FGV vai apurar denúncia de plágio em dissertação de ministro da Educação

Acusação é uma das que envolvem indícios de plágio e fraude na vida acadêmica de Decotelli, indicado para substituir Abraham Weintraub


FolhaPress
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Do FolhaPress | Em: 28/06/2020 às 08:53:06

Carlos Alberto Decotelli: cinco dias como ministro da Educação (Foto: Divulgação)
Carlos Alberto Decotelli: cinco dias como ministro da Educação (Foto: Divulgação)

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou no sábado (27) que irá apurar a denúncia de plágio na dissertação de mestrado de Carlos Alberto Decotelli, novo ministro da Educação. Em nota, a instituição informou que está localizando o orientador do trabalho para buscar informações a respeito do assunto.

Pelo menos quatro trechos de outras dissertações de mestrado e textos acadêmicos foram copiados por Decotelli na introdução de sua própria dissertação, apresentada em 2008 para a FGV no Rio de Janeiro. O trabalho trouxe o título “Banrisul: do Proes ao IPO com governança corporativa”.

A acusação é uma das que envolvem indícios de plágio e fraude na vida acadêmica de Decotelli, indicado para substituir Abraham Weintraub. Nomeado no último dia 25 para o comando do Ministério da Educação (MEC), o novo ministro viu diversas informações que incluiu no currículo lattes serem questionadas.

O doutorado que informou ter na Universidade Nacional de Rosário (Argentina) foi questionado pelo próprio reitor da instituição, que afirmou que a tese foi reprovada.

O MEC apresentou um certificado de cumprimento da carga horária do curso, mas o documento não comprova a defesa e a aprovação da tese. Posteriormente, o currículo de Decotteli na plataforma Lattes foi editado.

Confira a nota da FGV:

A Fundação Getulio Vargas vai apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do Ministro Carlos Alberto Decotelli. A FGV está localizando o professor orientador da dissertação para que ele possa prestar informações acerca do assunto.

Ministro nega plágio

Em nota divulgada no sábado (27) pelo Ministério da Educação, o ministro nega ter cometido plágios e afirma que, se houve omissões, trata-se de “falhas técnicas”.

“O ministro refuta as alegações de dolo, informa que o trabalho foi aprovado pela instituição de ensino e que procurou creditar todos os pesquisadores e autores que serviram de referência e cujo conhecimento contribuiu sobremaneira para enriquecer seu trabalho. O ministro destaca que, caso tenha cometido quaisquer omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas”, disse o MEC.

Dacotelli informou que revisará o trabalho “por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados”.