Do Mais Goiás

Feijão e arroz ficarão mais baratos em Goiás, diz associação de supermercados

Além da redução da alíquota do ICMS, uma diminuição no consumo do alimento foi constatada no estado e isso deve influenciar diretamente em seu preço

Estado publica lei que reduz imposto sobre arroz e feijão em Goiás - governo
Economista afirma que pesquisa do Procon analisou preço de produtos que não compõem a cesta. (Foto: Reprodução)

O aumento da oferta do arroz no mercado, aliado à aprovação de um projeto de lei que reduz o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS) sobre o grão na última quinta-feira, deve contribuir para uma queda no valor repassado ao consumidor de Goiás.

Segundo o presidente da Associação Goiana de Supermercados de Goiás (Agos), Gilberto Soares, além da redução da alíquota do ICMS, constatou-se uma diminuição no consumo do alimento no estado e isso deve influenciar diretamente em seu preço.

Ao Mais Goiás, Soares explica que o fator exportação – que fez com que o estoque interno de arroz ficasse escasso e o preço de um saco de 5kg do produto chegasse a custar R$ 30 – não tem causado o mesmo impacto de antes. “Não temos mais esse volume exportado. Agora, o mercado está acomodando e nós temos registrado, ultimamente, um recuo no preços do produto”, afirma.

O presidente da Agos relata que tem mantido contato com uma grande indústria de Goiás que revelou ter notado uma queda de quase 30% no consumo de arroz. O fato, segundo Soares, faz com que a oferta aumente e, automaticamente, o preço caia.

“Com a queda no consumo, as indústrias de arroz têm que desovar o estoque e ofertar para a gente com um preço melhor”, avalia Soares.

Menos imposto sobre o arroz

A Assembleia Legislativa de Goiás aprovou, na última quinta-feira (3), em segunda e última votação, o projeto de lei que prevê a redução de 5% na alíquota do ICMS sobre arroz e feijão no estado. A propositura, agora, segue para sanção do governador Ronaldo Caiado (DEM).

Gilberto Soares comemorou a iniciativa do Executivo e Legislativo e disse esperar que isso “se reflita nas gôndolas”. “Eu quero acreditar vai ter mais oferta para os supermercados também, valorizando as indústrias goianas, além de garantir, seguramente, o emprego”, declarou,

Segundo o presidente da Agos, ainda não é possível afirmar o quando dessa redução será repassada diretamente ao consumidor final. No entanto, Soares assegura que a tendência é que o preço do arroz continue em queda.