Falta de água: Situação hídrica de Anápolis poderá ser consultada em tempo real

Goiânia e Rio Verde já disponibilizam ferramenta; Rede de Monitoramento Hidrológico já foi iniciada no estado e pretende acompanhar 100% dos mananciais de abastecimento

Foto mostra vazão de manancial - Ferramenta virtual possibilita acompanhamento da situação hídrica de Anápolis. Cidadão vai poder saber quando haverá falta de água
Morador poderá localizar o reservatório que abastece cada bairro e verificar a situação do fornecimento de água (Foto: Rubens Júnior/ Rádio São Francisco)

Anápolis será a terceira cidade de Goiás a dispor de ferramenta para a população acompanhar a situação hídrica no munícipio em tempo real. A Sala de Situação Virtual será lançada nesta quinta-feira (14), em live, pela Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), mas já pode ser acessada.

A ferramenta servirá para que o cidadão verifique a situação do abastecimento dos mananciais e se antecipar com medidas sobre eventuais casos de falta de água.

De acordo com a empresa, o sistema tem o objetivo de mostrar a verdadeira situação hídrica das bacias hidrográficas. Com isso, as vazões e situação do fornecimento de água tratada do Ribeirão Piancó e do Córrego Capivari, locais onde há captação de água em Anápolis, poderão ser vistos em tempo real. Goiânia e Rio Verde já disponibilizam a ferramenta.

“Em situação de escassez, será possível definir alertas e analisar a redução da vazão, o que vai possibilitar ações de contingência e trazer segurança hídrica para a população”, afirma o supervisor de Hidrologia da Saneago, Paulo Almeida. Na plataforma, os níveis dos reservatórios serão mostrados por mapas e gráficos.

Segundo a Saneago, a implantação da Rede de Monitoramento Hidrológico (RMHS) já foi iniciada no estado e pretende acompanhar 100% dos mananciais de abastecimento. De acordo com a empresa, a rede conta com 75 estações em vários pontos de Goiás. “O objetivo da rede é acompanhar as precipitações e as vazões nas bacias de abastecimento que estão em situação hídrica crítica”, afirma Paulo Almeida.