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Ex-vigilante é denunciado por facilitar fugas e entrada de celulares na cadeia de Formosa

Em ações distintas, ele teria acumulado mais de R$ 15 mil em pagamento pelos “favores”. Segundo MP, ele deixou cadeados de cela abertos e também intermediou a entrada de drogas e bebidas

Um ex-vigilante penitenciário da Cadeia Pública de Formosa foi denunciado na terça-feira (24) por corrupção passiva. Ele é acusado de facilitar fugas e também a entrada de aparelhos celulares, bem como drogas e bebidas na unidade prisional entre os anos de 2016 e 2017, quando era servidor público temporário. Em troca, de acordo com o documento, ele teria recebido –  em ações distintas – cerca mais de R$ 15 mil que teriam sido pagos por presos e familiares dos detentos “beneficiados”.

A primeira irregularidade cometida por Samuel teria sido a arrecadação de R$ 5.050 por meio de negociações com detentos, entre mulheres e homens, para a entrega de oito celulares, 600 gramas de maconha e dois litros de aguardente. Em razão desse comportamento, a promotora Caroline Ianhez, afirma que “o denunciado deixou propositadamente de desempenhar a função pública para se beneficiar de vantagens indevidas”.

Ainda, o ex-agente penitenciário facilitou a fuga de três homens da unidade. Conforme expõe a promotora, Samuel entregou uma serra e deixou cadeados da cela destrancados. Uma quarta pessoa teve a fuga impedida por outros agentes, que flagraram a cena. Pelo “serviço”, o ajudado recebeu R$ 10 mil. Um dos detentos auxiliados era auxiliador do então vigilante na distribuição de drogas e celulares na casa de detenção.

De acordo com informações da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGPA), à época, uma sindicância foi aberta para apurar os fatos e constatou as irregularidades. Dada as comprovações, Samuel teve seu contrato distratado. Segundo a denúncia, ele foi afastado em 3 de maio de 2017, tendo sido apontado pelos próprios superiores como responsável pela fuga de um preso e por “violar regras da probidade e moralidade inerentes ao exercício da função pública”.

Caroline ainda solicitou à Justiça o compartilhamento das provas que instruem a ação penal, com objetivo de fundamentar contra Samuel uma eventual Ação Civil Pública por improbidade administrativa.