Cidades

Ex-vereador de Goiânia detido na Operação Alicerce tem prisão temporária prorrogada

Maurício Beraldo teria liderado esquema de fraudes de inscrições de famílias de baixa renda em eventuais programas de moradia popular


Thiago Burigato

Do Mais Goiás | Em: 01/11/2017 às 08:29:56


Maurício Beraldo foi solto neste domingo. (Imagem: Reprodução)
Maurício Beraldo foi solto neste domingo. (Imagem: Reprodução)

O ex-vereador de Goiânia Maurício Beraldo (PSDB) e outros quatro investigados da Operação Alicerce tiveram as prisões temporárias prorrogadas por decisão do juiz Donizete Martins de Oliveira, da 11ª Vara Criminal de Goiânia. Eles estão recolhidos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Deflagrada no último dia 26, com o apoio das Polícias Civil e Militar, a Operação Alicerce teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava por meio de uma associação sem fins lucrativos — a Sociedade Habitacional Comunitária (SHC) — fraudando a inscrição de famílias de baixa renda em eventuais programas de moradia popular mediante convênio com a Agência Goiana de Habitação (Agehab). A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Centro de Inteligência (CI) do MPGO, com apoio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Dos oito detidos durante a ação, três não tiveram pedido de prorrogação da prisão temporária e foram liberados após o fim do prazo de cinco dias.

Em levantamento que culminou com a ação, o Ministério Público mapeou que, desde 2012 até o ano passado, houve movimentação de R$ 1,2 milhão nas contas da empresa, que é classificada como sem fins lucrativos, bem como vários saques de até R$ 50 mil que foram destinados a Maurício, apontado como chefe da associação. Calcula-se que cerca de 1,5 mil famílias foram prejudicadas, uma vez que pagaram R$ 15 mil e não receberam a casa no Residencial João Paulo II, na região Norte de Goiânia.

Além das prisões, a operação no dia 26 resultou no cumprimento de quatro mandados de condução coercitiva e nove de busca e apreensão, bem como no sequestro de bens no valor de até R$ 2 milhões.