Francisco Costa
Do Mais Goiás

Ex-secretário ligado ao MDB pede para Rogério “não aceitar imposições da igreja”

"Talvez não tenha noção do buraco em que entrou", afirma Euler Morais

Euler teme que oposição estivesse certa ao dizer que Universal administraria Goiânia
Euler teme que oposição estivesse certa ao dizer que Universal administraria Goiânia (Foto: Jucimar de Sousa / Mais Goiás)

Um dos mais tradicionais maguitistas da gestão em Goiânia, Euler Morais foi um dos 14 secretários que desembarcou do paço nesta segunda (5). Ao Mais Goiás, ele lembrou que, durante a campanha, uma das estratégias da oposição era dizer que Rogério Cruz (Republicanos) era um ‘estrangeiro’ que seria teleguiado pela Igreja Universal do Reino de Deus na sua eventual administração. Euler teme que isto tenha se concretizado.

“O movimento de saída da equipe funciona como um um sinal de alerta. Na verdade, está implorando para que não sejam feito os desatinos que ocorreram no Rio de Janeiro”, cita o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). “Que não aceite as imposições da Igreja, que tenha firmeza”, deseja ao gestor.

O ex-secretário de Relações Institucionais afirma que Crivella foi influenciado pelo partido e pela igreja, o que lhe rendeu muitos partidos.

Crescente

Segundo Euler, o presidente do MDB Goiás, Daniel Vilela, não foi o idealizador da saída do secretariado. Ele afirma que os titulares perceberam uma mudança de rota. “Os próprios secretários o procuraram, preocupados com a reputação.”

Sobre as trocas de secretários, ele disse que isso era natural e que o Republicanos nacional já tinha comunicado que precisaria das cinco vagas. Contudo, ele afirma que não parou por aí.

“Daniel tentou ponderar, dizendo que estávamos no pico da pandemia e ainda não havia nem três meses de gestão. Pediu que esperasse uma avaliação de desempenho, para não ficar puramente no interesse de espaço, mas não atenderam.”

Inclusive, sobre isso, o ex-secretário argumenta que Rogério não conhece o secretário de Governo, Arthur Bernardes, que é ligado à igreja e veio por indicação do Republicanos Nacional.

Desconsideração

Morais afirmou que houve desconsideração ao MDB e ao ex-prefeito Iris Rezende com a suspensão de contratos de asfalto, além de pedido de auditoria de contratos firmados desde 2017. “Colocando em cheque a gestão do Iris, reconhecido pelos órgãos de controle, por denúncia de vereador sem crédito nenhum, sem dar evidênvia…”, lamentou.

“E quanto ao cidadão de Alagoas”, se refere ao engenheiro civil Alex Gama de Santana, que deve assumir a Comurg. “Vamos ver se ele conhece”.

Por fim, ela afirma que Rogério pode estar entrando em um buraco que “talvez não tenha ideia da fundura”. “Espero que Rogério como pastor, e pessoa que respeito – mas a questão aqui não é pessoal -, peça proteção a Deus.” E conclui: “Mas não foi covardia nossa. Todos estamos tristes e decepcionados. Não era o que queríamos. Ficou insustentável e ninguém iria colocar a reputação em risco.”

Rogério

Vale destacar, o prefeito Rogério Cruz disse, em coletiva nesta tarde, que não expulsou ninguém e quem deixou a gestão foi Daniel Vilela e seu grupo. O gestor declarou, ainda, que ele é o líder do processo e que tudo que foi publicado está alinhado com o plano de governo de Maguito.

Além disso, reiterou por mais de uma vez que quem decide sobre a gestão é ele. “São legítimas as mudanças implementadas por mim.”

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