Religião

Ex-mulher de Henri Castelli presta depoimento após ser acusada de crimes de injúria racial e intolerância religiosa

Juliana Despírito não gostou de ver a filha que tem com o ator posando em uma foto vestida de baiana junto com a mãe de santo Neide Oyá D'Oxum





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Juliana Despírito, a mãe da filha caçula de Henri Castelli, prestou depoimento nessa quarta-feira (05/08) na 30ª DP de São Paulo, no Tatuapé, para dar a sua versão na denúncia feita pela mãe de santo Neide Oyá D’Oxum, que a acusa de ter cometido os crimes de injúria racial e intolerância religiosa.

Na queixa, segundo o colunista Leo Dias, a mãe de santo afirma que tem vários áudios em que Juliana teria ofendido a sua religião. A confusão entre as duas começou em maio desse ano, quando o ator Henri Castelli postou uma foto no Instagram de sua filha vestida de baiana no colo da sacerdotisa de matriz Africana.

Ao ver a postagem, Juliana se irritou e disse nas redes sociais: “Minha filha foi presente de Deus. Ela não pertence a nenhum outro espírito que não seja o Espírito Santo de Deus! Ao invés de falar de amor e bondade, seja de verdade! Pare de fingir ser o que você não é. Não adianta ser bonito por fora quando é escuridão por dentro. Eu sou mãe e sou eu que cuido!”.

Henri Castelli também foi convocado para prestar depoimento sobre o caso no Ministério Público do Estado Alagoas. Segundo o site G1, o ator esteve no local no mês passado acompanhado de dois advogados e não quis falar com a imprensa. Na ocasião, Henri foi ouvido pelo promotor Flávio Costa, da 62º Promotoria, que lida com questões de religião, racismo e diversidade sexual, pela promotora criminal Marluce Falcão e pelo delegado Alcides Andrade.

“No depoimento, ele [Henri] reafirmou que a conduta da Juliana foi ofensiva à mãe Neide, à religião e a ele próprio. A fala dele contribuiu para o andamento da investigação”, afirmou o delegado Andrade, que ainda ressaltou que Juliana pode ser indiciada em pelo menos dois crimes.

“Ela pode responder tanto pela Lei 7.717, artigo 20, que fala sobre incitar e promover discriminação contra religião, e no art. 208 do Código Penal, que fala sobre escarnecer de questão religiosa. Cada um desses crimes é passivo de prisão de 1 a 3 anos”, explicou.