Nomeação

Ex-chefe da Casa Civil, José Carlos Siqueira é empossado presidente da Saneago

Ele assumiu o comando da estatal após uma reunião do conselho administrativo




A Saneago tem novo presidente. O ex-chefe da Casa Civil do governo estadual e atual vice-presidente da Goiás Parcerias, José Carlos Siqueira, assumiu o comando da estatal logo após uma reunião do conselho administrativo na manhã desta segunda (29).

Em uma coletiva de imprensa agendada para as 16h de hoje o novo presidente deve anunciar medidas imediatas a serem adotadas na empresa.

José Carlos assume a presidência no lugar de Marlene Alves de Carvalho e Oliveira, que foi nomeada pelo conselho na última quinta (25), pouco depois do afastamento do então presidente, José Taveira, que foi preso no dia anterior em decorrência da deflagração da Operação Decantação. José é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e foi solto na madrugada desta segunda com o fim do prazo de sua prisão temporária.

Investigações

A Operação Decantação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (24) e resultou na prisão de 14 pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes na Saneago. Entre os detidos estão o presidente da empresa, José Taveira, e o presidente do PSDB em Goiás, Afrêni Gonçalves. A suspeita é que parte dos recursos desviados tenham sido utilizados, inclusive, para custear despesas de campanha de candidatos em 2014, além de coquetéis na sede do Executivo estadual.

A operação mobilizou órgãos como a Controladoria Geral da União (CGU), a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF). Cerca de 300 policiais foram destacados para cumprirem 120 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 21 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão. Desses, apenas um mandado de prisão ainda não foi efetivado.

A expedição dos mandados faz parte das investigações que apuraram que a Saneago teria se tornado o reduto de uma organização criminosa, tanto por meio de sua Comissão Permanente de Licitação (CPL), quanto por seus próprios diretores, que tinham conhecimento dos pormenores das ações ilícitas, que estariam ocorrendo há pelo menos nove anos. “O objetivo das investigações foi identificar questões relacionadas a fraude nas licitações, então constatamos direcionamento, sobrepreço, superfaturamento e a não execução integral do objeto [as obras], que ainda não foi entregue”, afirma o chefe da regional goiana da CGU, Valmir Gomes Dias.

Foram apurados, até o momento, prejuízos efetivos de R$ 4,5 milhões na Saneago, além de mais de R$ 7 milhões de dano potencial.

 

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