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Estudantes ocupam o Basileu França, mas se retiram poucas horas depois da chegada da polícia

Segundo eles, a ocupação do Basileu se deu em protesto contra a “privatização do ensino público em Goiás via terceirização da gestão”

Durou pouco a ocupação do Instituto Tecnológico de Goiás (Itego) Basileu França, mas os estudantes demonstraram que ainda não deixaram de lado a luta contra terceirização do ensino por meio das OSs (Organizações Sociais). Na noite desta quarta-feira (29/6), um grupo de secundaristas tomou conta do local, mas, durante a madrugada desta quinta, o abandonaram de forma pacífica.

Nas poucas horas de ocupação da unidade, os estudantes criaram uma página no Facebook para divulgar suas versões dos fatos. Segundo eles, a ocupação do Basileu se deu em protesto contra a “privatização do ensino público em Goiás via terceirização da gestão”.

“Mesmo após o Ministério Público de Goiás declarar que o processo de privatização do ensino público é ilegal, o governador Marconi Perillo (PSDB) e a secretária de educação Raquel Teixeira, continuam forçando a barra para passar a gestão das escolas para a mão de empresários”, afirmam. Eles também relembraram as ocupações do fim do ano passado e início deste ano que, segundo eles, acabou após repressão policial contra estudantes e professores.

A ocupação do Basileu França se deu às vésperas da escolha das OSs que devem administrar os 23 institutos e 60 Colégios Tecnológicos de Goiás em 2018, sete dos quais ainda não entraram em funcionamento. Os estudantes dizem temer que o prosseguimento desse processo leve à demissão de mais de 400 professores contratados já que as escolhas desses profissionais se dará pela entidade contratada.

Na madrugada, os ocupantes divulgaram que um grande número de viaturas da Polícia Militar estava no local, assim como ambulâncias do Samu e veículos do Corpo de Bombeiros. À meia-noite, após receberem a ordem de se retirarem, sob o risco de serem apreendidos por desobediência, os estudantes deixaram o colégio e se juntaram na calçada da unidade.

A SED e a Polícia Militar foram procuradas para comentar o processo de desocupação, mas, até esta publicação, não haviam se manifestado.