Descaso

Estudantes denunciam risco de acidente em obras abandonadas na GO-334, em Mozarlândia

Trecho que está parado para reforma é responsável por ligar os municípios de Mozarlândia e Nova América; todos os dias, estudantes têm que seguir por aterro provisório


Thaynara Cunha
Do Mais Goiás | Em: 15/09/2019 às 17:22:38

Aterro foi construído para que os veículos, provisoriamente, passassem por cima de rio, porém as obras estão paradas (Foto: Divulgação / Goinfra)
Aterro foi construído para que os veículos, provisoriamente, passassem por cima de rio, porém as obras estão paradas (Foto: Divulgação / Goinfra)

Sem resposta, alunos que precisam sair de Mozarlândia para estudar em Rubiataba denunciam obras paradas da GO-334 e cobram conclusão da reforma da rodovia. O trecho, que ainda está parado, liga os municípios de Mozarlândia e Nova América. Em maio deste ano, os estudantes procuraram o Mais Goiás para reclamar da precariedade da estrada e cobrar a conclusão das obras de reconstrução da mencionada rodovia,

Eles alegam que, por causa da construção de duas pontes, são obrigados a seguir em um desvio que passa por um aterro improvisado, sem segurança para os veículos.  Segundo o acadêmico de Direito Antônio Augusto Fulanetti, todos os dias o ônibus que faz o traslado escolar entre os municípios de Mozarlândia e Rubiataba, tem que fazer um desvio de cerca de 20 km por uma estrada vicinal.

“Essas obras começaram há muito tempo e nunca foram concluídas. Para inaugurar parte da pista, a Goinfra só jogou uma a massa asfáltica em cima da pista. Nada foi sinalizado… Para quem trafega por lá à noite, como é o nosso caso, é muito perigoso, já que o trajeto oferece diversos riscos com a falta de sinalização. Os motoristas não têm visão”, ressalta.

Para que o tráfego seja possível por cima de um rio um aterro foi construído para pela Goinfra, sob o qual transitam dois ônibus escolares que levam cerca de 70 alunos todos os dias para Rubiataba. A estrutura foi feita para os veículos trafegarem enquanto as duas pontes são construídas. Porém, os estudantes reclamam que as obras mal foram iniciadas e já estão abandonadas.

“Eles só começaram a construir a ponte. Lá tem apenas a base delas. Tem mato pra todo lado já. Está largado! Nossa maior preocupação é termos que continuar passando pelo aterro quando as chuvas voltarem. A estrutura não vai resistir”, reclama

Um dos trecho onde ponte deveria estar sendo construída (Foto: Leitor / Mais Goiás)

Um dos trecho onde ponte deveria estar sendo construída (Foto: Leitor / Mais Goiás)

Preocupação

Também em entrevista ao Mais Goiás, a estudante de Direito, Beatriz Medeiros, relata que aguarda a inauguração total da rodovia há muito tempo: cerca de três anos. “Desde que entrei faculdade, em 2016, fico na expectativa de terem terminado a pista para a gente seguir em uma rodovia segura e bem sinalizada. A gente percorre 120 km para chegar na faculdade, é uma viagem muito cansativa e a gente fica preocupado de ter que passar por este aterro e ainda seguir mais de 20 km em um desvio. Eles fizeram esse aterro para facilitar, mas e quando chover? A gente não vai conseguir passar pelo local”, relata.

Por causa das más condições da pista, os ônibus, segundo Beatriz, levam cerca de 1h para percorrer os 20km de desvio e conseguir voltar para a rodovia. A estudante diz não se sentir segura afirma que a sensação nas viagens é de que o ônibus pode tombar a qualquer instante.

“É muito desconfortável. A gente já chega na faculdade cansado. Eu realmente me sinto abandonada pela minha própria cidade e pelo governo. A gente corre risco todo dia e eles não nos dão retorno de confiança. Ficam apenas com promessas vazias de que as obras estão sendo concluídas. Concluídas como se as pontes ainda nem foram feitas?”, questiona.

O Mais Goiás tentou contato através de e-mail e ligação com a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), às 16h14 deste domingo (15), e aguarda retorno.

(Foto: Leitor / Mais Goiás)

(Foto: Leitor / Mais Goiás)

*Thaynara Cunha é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Hugo Oliveira