1º LUGAR

Estudantes da UFG vencem competição de tecnologia e inovação da Nasa

Os sete jovens venceram a etapa goiana da NASA Space Apps Challenge ao criarem aplicativo que ajuda na construção de casas mais baratas


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 13/11/2019 às 17:58:13

Estudantes criaram aplicativo para mapear as áreas de baixa renda e monitorar a evolução do aumento da habitação (Foto: Divulgação/UFG)
Estudantes criaram aplicativo para mapear as áreas de baixa renda e monitorar a evolução do aumento da habitação (Foto: Divulgação/UFG)

Estudantes do Instituo de Informática (INF) da Universidade Federal de Goiás (UFG) venceram a etapa goiana da ‘NASA Space Apps Challenge’, competição da Agência Espacial Americana (Nasa) que acontece em várias cidades pelo mundo. Os alunos desenvolveram um aplicativo que, com dados e imagens da Nasa, mapeou as áreas de baixa renda e monitorou a evolução do aumento da habitação.O objetivo, em seguida, era criar uma nova tecnologia para substituir tijolos por uma membrana de tecido e resina plástica, tornando assim, a construção de uma casa mais barata e viável.

As equipes da competição tiveram o prazo de apenas 40 horas para desenvolver cada ferramenta. Os projetos vencedores serão enviados para avaliação do comitê mundial do evento para concorrer ao ‘NASA International Space Apps Challenge’. Os melhores projetos serão convidados a apresentar as ideias na Nasa e as equipes vão conhecer os laboratórios da agência nos Estados Unidos.

A equipe vencedora, intitulada “Uai, Asan” é composta pelos estudantes Jordane Gabriella e Werberth Lins, do curso de Engenharia de Software do INF, pela designer de moda Brenda Ribeiro, pela estudante de Arquitetura Graziele Gabriel, pela especialista em gestão industrial Suellen Oliveira e pelos alunos de ensino médio Victor Vilardell e Matheus Felix.

Estudantes da UFG vencem competição realizada pela Nasa

Instituo de Informática (INF) da Universidade Federal de Goiás (UFG) (Foto: Divulgação)

Orgulho do professor

O professor Leonardo Alves, orientador dos estudantes, enfatiza a importância do projeto. “Não é somente técnico, é também de cunho social. Como a tecnologia nos traz possibilidades antes inexistentes, estamos usando isso para tentar resolver problemas sociais. A equipe é muito motivada e todos são excelentes alunos, então a expectativa para a etapa internacional é grande”, afirma.

“É gratificante uma conquista em primeiro lugar regional em um evento de empreendedorismo da Nasa. Tenho bastante confiança no projeto, pois ele abraça um volume de pessoas gigantesco”, acrescenta.

UFG leva chiclete para a Nasa

Engana-se quem pensa que essa é a primeira vez que estudantes da UFG são reconhecidos pela Nasa. Em julho deste ano, sete alunos do curso de robótica conquistaram o primeiro lugar no Torneio Aberto de Robótica de West Virgínia, da universidade da Nasa, nos Estados Unidos.

Eles levaram para casa o maior prêmio da competição por terem inventado o ‘Chiliclete‘, um chiclete de pimenta para ajudar astronautas a sentirem o sabor dos alimentos. A pesquisa foi desenvolvida durante quase um ano e o grupo superou 70 equipes de 12 países.

Equipe goiana ganhou campeonato internacional da Nasa (Foto: Divulgação)

Equipe da UFG ganhou campeonato internacional da Nasa ao inventar o chiliclete (Foto: Divulgação)

Produção científica na universidade

No último dia 8 de novembro, o pró-reitor da UFG, Laerte Guimarães, apresentou os resultados preliminares de uma análise da produção científica das instituições de ensino superior em Goiás. O projeto, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), trata-se de um panorama cujos resultados poderão subsidiar políticas públicas e a gestão institucional voltadas ao desenvolvimento da pesquisa e da pós-graduação no Estado.

A respeito da UFG, no período entre 2017 e 2018, destacam-se os seguintes dados: 81 programas; 1.410 professores com média de idade de 45 anos; 91% com doutorado no Brasil; 49% com estágio pós-doutoral; 16,5% com bolsa de produtividade (a maioria nível dois); 5.747 artigos publicados em 2.776 revistas; 562 livros publicados, sendo 18 internacionais; 70 patentes depositadas; 294 projetos financiados.