Eduardo Pinheiro
Do Mais Goiás

“Estamos trabalhando no fio da navalha”, diz Caiado sobre reabertura de comércio

Governador avalia que caso haja diminuição de internações e óbitos pode deixar atividades abertas após 14 dias

Governador Ronaldo Caiado (DEM) Foto: Jucimar Sousa

O feriado prolongado de Páscoa coincide com a reabertura de atividades consideradas não essenciais prevista pelo decreto estadual por 14 dias, após igual período de fechamento para contenção da Covid-19 no Estado. O governador Ronaldo Caiado (DEM), entretanto, considera que o fechamento não foi totalmente respeitado, mas que houve avanços, indicados pela estabilização dos números de internações e óbitos.

Diante disso, o governador afirmou, em live realizada na manhã desta quarta-feira (31), que, caso os números decresçam nos próximos 14 dias não haverá necessidade de novo fechamento no próximo dia 14 de abril. “Se nos próximos 14 dias, ao invés de cair, tivermos aumento de contaminações teremos que fechar. Nossa margem é mínima, com ocupação de 99% de leitos. Estamos trabalhando no fio da navalha“, aponta.

Caiado salienta que é possível vacinar todos os idosos acima dos 60 anos até o final de abril, mas alerta que é preciso se preparar para a chegada de uma possível terceira onda. “Precisamos de ter uma vacinação mais ampla possível. Ainda assim, após 45 dias de vacinados, não dá para sair sem máscara”, reforça.

Também participante da live, o procurador-geral de Justiça, Aylton Vechi, pediu unificação de ações de combate à pandemia pelas prefeituras. Segundo ele, se cada município adotar modelo diferente pode confundir a população. “Pois passa unidade e tranquilidade para a sociedade”, disse. Solicitou ainda aos prefeitos de cidades turísticas que tenham maior atenção. “Não adianta entregar o problema para o próximo. Temos um número limitado de policiais que vão fazer a fiscalização”, completou.

Pandemia

A superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, destacou que a situação do estado ainda é grave e os seis indicadores apontam manutenção da maioria das regiões de Goiás em estado de calamidade. Atualmente 17 região são consideradas em calamidade e uma, nordeste II, em situação crítica.