RACISMO

Entregador de comida é humilhado por cliente: “seu lixo”; veja o vídeo

“Seu lixo, quanto você ganha por mês?” disse o agressor ao entregador de comida


Laylla Alves
Do Mais Goiás | Em: 07/08/2020 às 16:15:52

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Um vídeo em que um cliente humilha um entregador de comida por aplicativo circula, nesta sexta-feira, nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que o agressor aponta para o seu próprio braço e diz que o trabalhador teria inveja dele por conta da cor de sua pele. O crime aconteceu no condomínio de luxo Madre Villac, na cidade de Valinhos, localizada no interior de São Paulo.

“Você tem inveja disso aqui. Moleque, escuta aqui, você tem inveja dessas famílias aqui, você tem inveja disso aqui. Você nunca vai ter! Shhh! Você é semianalfabeto. Seu lixo, quanto deve ganhar por mês, hein? Dois mil reais? Não deve ter nem onde morar”, disse o suspeito.

O entregador não revida aos ataques e responde com constrangimento. “Eu tenho onde morar sim”, continua.

Nas redes sociais, é grande a indignação com o agressor. “Ele precisa ser identificado e denunciado o quanto antes. Lugar de racista é na cadeia. Cadê as autoridades?”, questionou uma.
“Ok, mas vamos enaltecer o entregador pela atitude e hombridade, ele é o herói do episódio”, disse outro.
Racismo é crime inafiançável e imprescritível, como estabelece a constituição. A pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Assista ao vídeo:

Em outro caso que virou notícia nesta sexta, Matheus Fernandes, de 18 anos e também entregador, foi humilhado, agredido e ameaçado por dois homens no Ilha Plaza Shopping, no Rio de Janeiro. No vídeo é possível ver que ele mostra o relógio e não esboça reação ao homem que o segura.

A vítima conta que assim que chegou no shopping, foi surpreendido quando viu que dois homens à paisana estava o seguindo, mas a abordagem aconteceu quando ele estava em um loja esperando para ser atendido.

“Ele se aproximou de mim e disse: ‘Vamos ali’. Eu disse que não sairia dali e que não era nenhum ladrão. Fui tratado como se não fosse nada, e ainda colocaram uma pistola na minha cabeça”, disse.

As agressões cessaram quando outros clientes chegaram ao local. A Renner, loja onde o rapaz comprou o relógio, e o Ilha Plaza Shopping disseram que os agressores não são funcionários dos estabelecimentos.

Assista ao vídeo:

 

*Com informações do G1

*Laylla Alves é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Hugo Oliveira