Justiça

Entidade busca na Justiça o pagamento das progressões dos servidores da Saúde de Goiás

Segundo a presidente do Sindsaúde, progressão é um direito dos profissionais adquirido em 2014, mas que não é cumprido regularmente


Kayque Juliano
Do Mais Goiás | Em: 07/05/2019 às 13:13:39

 (Foto: Juliana França/Mais Goiás)
(Foto: Juliana França/Mais Goiás)

Trabalhadores da Saúde estadual requerem o recebimento da chamada progressão salarial, direito adquirido da categoria em 2014, mas que segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde), não é cumprido pelo governo regularmente. Dado o resultado negativo das reuniões com o titular da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Ismael Alexandrino Júnior,  a entidade ingressou com uma ação coletiva contra o Estado de Goiás para garantir os depósitos. O pedido foi protocolado no último dia 30, mas só foi divulgado na segunda-feira (6).

De acordo com a presidente do Sindsaúde, Flaviana Alves, a progressão foi um direito conquistado pelos servidores em 2014, pela Lei 18.464, que estabelece um acréscimo no salário dos profissionais da saúde de 3% a cada dois anos. Contudo, Flaviana ressalta que o pagamento não é cumprido. “Em 2016 não foi cumprido na totalidade e, em 2018, ninguém recebeu. Nós esperávamos que com a mudança de governo esse cenário mudasse, mas não chegamos a nenhuma negociação”, questiona a presidente.

Segundo Flaviana, nos dias 29 de fevereiro e 28 de abril, houve uma reunião com então secretário para negociação das progressões, mas a resposta era de que o estado estava quebrado. “Em razão dos atrasos, além do pagamento, nós pedimos que o Estado pague as diferenças salariais bem como os reflexos nas gratificações que tenham como base cálculo o vencimento, inclusive com juros”, ressalta Flaviana.

Como o acréscimo é mínimo, a presidente não vê um impacto grande nos cofres públicos. E acredita que o valor, por outro lado, ajudaria os profissionais..

Maura Inês do Santos é auxiliar de enfermagem no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e técnica em enfermagem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Flamboyant, em Aparecida de Goiânia. Concursada há 12 anos, a profissional acredita que o pagamento das progressões, bem como as diferenças salariais ajudaria “o básico, no quesito sobrevivência”. “Mesmo não sendo muito, seria um bom auxílio no sustento da família”, observa.

O Mais Goiás entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde solicitando uma resposta sobre as progressões dos servidores, mas até o fechamento desta matéria, não recebeu nenhum retorno.