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Ennio Morricone, compositor de trilhas clássicas do cinema, morre aos 91 anos

Artista compôs quase 500 trilhas sonoras e foi vencedor de dois Oscars, um deles pela trilha sonora do filme "Os Oito Odiados"

Ennio Morricone
O compositor Ennio Morricone no Festival de Veneza de 2009 Foto: FILIPPO MONTEFORTE / AFP

O célebre compositor italiano Ennio Morricone, autor de trilhas sonoras de filmes aclamados e vencedor de dois Oscars, faleceu em Roma, nesta segunda-feira, aos 91 anos. Ennio Morricone estava hospitalizado em uma clínica de Roma após sofrer uma queda, na qual fraturou o fêmur.

O prolífico músico compôs quase 500 trilhas sonoras, incluindo temas inesquecíveis como o de “Cinema Paradiso“, o assovio de “Três homens em conflito” (1966), ou o magnífico solo de oboé de “A missão” (1986). Tem o mérito de ser o autor de melodias que milhões de pessoas, cinéfilas ou não, conhecem ou sabem cantarolar.

Em 2016, venceu o Oscar pela trilha sonora do filme “Os oito odiados”, de Quentin Tarantino. Em 2007 — ano em que fez uma apresentação no Teatro Municipal, no Rio — já havia recebido um Oscar honorário por sua abundante e elogiada carreira musical. Há apenas alguns dias, Morricone foi anunciado o vencedor, ao lado do também compositor John Williams, com o prêmio Princesa das Astúrias das Artes na Espanha.

Ennio Morricone faleceu em 6 de julho “reconfortado pela fé”, afirma em um comunicado o advogado e amigo da família Giorgio Assuma. Ele permaneceu “totalmente lúcido e com uma grande dignidade até o último momento”, completa o comunicado.

“Sempre nos recordaremos, e com um reconhecimento infinito do gênio artístico, do maestro Ennio Morricone. Nos fez sonhar, nos emocionou e fez pensar, escrevendo notas inesquecíveis que ficarão para sempre na história da música e do cinema“, escreveu no Twitter o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. “Adeus mestre e obrigado pelas emoções que nos presenteou”, escreveu, também no Twitter, ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza.

Ennio Morricone faleceu em 6 de julho “reconfortado pela fé”, afirma em um comunicado o advogado e amigo da família Giorgio Assuma. Ele permaneceu “totalmente lúcido e com uma grande dignidade até o último momento”, completa o comunicado.

“Sempre nos recordaremos, e com um reconhecimento infinito do gênio artístico, do maestro Ennio Morricone. Nos fez sonhar, nos emocionou e fez pensar, escrevendo notas inesquecíveis que ficarão para sempre na história da música e do cinema”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. “Adeus mestre e obrigado pelas emoções que nos presenteou”, escreveu, também no Twitter, ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza.

Além das duas estatuetas do Oscar, Morricone também foi premiado com Globos de Ouro e Grammy, compôs óperas e canções para artistas pop, em uma prolongada carreira que encerrou de maneira brilhante em 2018 com uma turnê mundial de despedida.

“O fato de eu ter conseguido compor músicas com total liberdade, e tão diversas, foi possível não apenas porque eu tinha técnica, mas também porque era necessário que eu mudasse a cada vez minha maneira de compor. O filme exigia. Acostumei, cada vez era diferente”, explicou “Il Maestro” à AFP.

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