Do Mais Goiás

Empresários são presos por suposto desvio de R$ 2 mi com medicamentos superfaturados em Formosa

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão, além dos dois mandados de prisão temporária

Presos suspeitos de desviarem R$ 2 milhões públicos em medicamentos em Formosa
Presos suspeitos de desviarem R$ 2 milhões públicos em medicamentos em Formosa (Foto: Divulgação - PC)

Dois empresários foram presos por suposto desvio de R$ 2 milhões de verba pública por meio de medicamentos superfaturados em até 200%. Crime teria ocorrido entre 2020 e 2021, em Formosa. Prisões foram realizadas na madrugada desta terça-feira (14), pela Polícia Civil, naquele município.

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão, além dos dois mandados de prisão temporária. A ação ocorreu nos municípios de Valparaíso de Goiás (GO), Luziânia (GO) e também em Brazlândia (DF). A investigação em torno do crime já dura cerca de seis meses.

A polícia informou ainda que busca identificar outros prováveis envolvidos no esquema. Em caso de condenação, os investigados que já estão presos podem cumprir pena de seis a 20 anos de reclusão.

Entenda o esquema de desvio de R$ 2 milhões públicos em medicamentos

Segundo os investigadores, os suspeitos apresentaram orçamentos falsificados ao Fundo Municipal de Saúde. Nos documentos, os empresários teriam fraudado os valores cobrados por empresas verdadeiras.

Em seguida, apresentavam ao município preços considerados superiores aos que normalmente são praticados no mercado.

O objetivo dos suspeitos era desmotivar a compra com as empresas verdadeiras, que não sabiam das negociações. Assim, os investigados sugeriam outros valores, de outras empresas, para a compra dos medicamentos.

Presos suspeitos de desviarem R$ 2 milhões públicos em medicamentos em Formosa

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão, além dos dois mandados de prisão temporária. (Foto: Divulgação – PC)

No entanto, segundo a polícia, as instituições com os tais preços acessíveis pertenciam a companhias falsas, que já continham o superfaturamento criminoso. As tais empresas eram criadas em nome de terceiros, tidos como “laranjas”.

A compra dos medicamentos era determinada pela Justiça, com o intuito de atender pacientes de Formosa que não conseguiram os remédios com a Secretaria Municipal de Saúde. A partir daí, o Ministério Público solicitava ao Judiciário, para a cidade fornecer o medicamento.

*Larissa Feitosa compõe programa de estágio do Mais Goiás sob supervisão de Hugo Oliveira.