Cidades

Empresário é suspeito de participar de esquema de pirâmide financeira

Segundo a Polícia Civil, investigações apontam golpes que ultrapassam R$ 1 milhão, com mais de 20 vítimas citadas no inquérito


Juliana França

Do Mais Goiás | Em: 26/12/2017 às 15:40:36


Notícia atualizada em 03/12/2018 para inclusão de novas informações.

Um empresário, de 34 anos, suspeito de participar de um esquema de pirâmide financeira no município de Itumbiara, teve a prisão preventiva revogada pelo juiz Alessandro Luiz de Souza.

João Paulo Ramos Caixeta e o irmão, Everton Mortosa Neto, de 29 anos, são investigados por vender dólares abaixo do preço de mercado e não entregar a moeda às vítimas.

De acordo com o delegado Vinicius Castro Penna, responsável pelo caso, Everton foi localizado pela polícia, mas quando ia ser preso apresentou uma decisão judicial de revogação do pedido de prisão. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram golpes que ultrapassam R$ 1 milhão, com mais de 20 vítimas citadas no inquérito.

O caso é investigado há mais de três meses pela Delegacia Regional de Itumbiara. A Polícia Civil informou que o empresário era dono de uma agência de turismo, que foi fechada da noite para o dia para que os os irmãos pudessem fugir. A empresa, segundo o delegado, era uma das formas usadas para conseguir clientes.

Ainda de acordo com as investigações, os irmãos ofereciam o dólar entre 30% e 35% abaixo do valor de mercado. João Paulo e Everton chegaram a entregar o dinheiro para alguns clientes, mas a maioria não recebeu. O delegado contou que algumas vítimas chegaram a vender a casa que moravam para fazer o investimento.

“Trata-se de um esquema de pirâmide financeira mesmo. Algumas vítimas preferem não se apresentar. Outras ainda acreditam que vão ter o dinheiro que investiram de volta. No inquérito nós temos mais de vinte vítimas que não receberam o dinheiro dado para a compra da moeda estrangeira”, disse o delegado.