Da Redação
Do Mais Goiás

Empresa de Goiânia fabricava pães em meio a ratos e baratas

Essa é a segunda vez, em quatro meses, que a Vigilância Sanitária e a Delegacia do Consumidor interditam a indústria, que funciona na Vila São José

Pela segunda vez só este ano uma indústria que fabricava pães na Vila São José, em Goiânia, foi fechada pela Vigilância Sanitária Municipal. A ação foi em conjunto com a Delegacia Estadual de Defesa do Consumidor (Decon).

A viaita ao local foi feita com o intuito de averiguar se tinham sido aplicadas as melhorias exigidas na primeira interdição. Em março passado os agentes encontraram, entre outras irregularidades, ratos e baratas no meio da farinha que era usada para fazer os pães.

Mesmo após a primeira autuação, a empresa fabricava 2.500 pães por dia, na clandestinidade. De acordo com o que apuraram as equipes da Decon e da Vigilância Sanitária, os pães eram colocados em embalagens de uma empresa que não existe mais. Não era usado nem carimbo com data de fabricação e validade. Os pães para hambúrguer, hot dog, pão de milho e as bisnaguinhas eram comercializados em sanduicherias da Região Metropolitana de Goiânia.

“Essa mesma fábrica já havia sido fechada em março devido às péssimas condições, e quando voltamos para verificar se já haviam regularizado a situação encontramos o local pior ainda. Com a presença de roedores, baratas, teias de aranha, e com os funcionários manipulando a farinha e fabricando os pães sem qualquer equipamento de higiene ou segurança”, relatou o diretor da Vigilância Sanitária em Goiânia, Dagoberto Costa.

Durante a fiscalização, os funcionários que trabalhavam na indústria foram conduzidos para a Decon e liberados após prestarem depoimento. O dono da indústria, que não teve o nome divulgado, será indiciado por crimes contra as relações de consumo, delito que tem pena prevista de dois até cinco anos de reclusão. A previsão é que ele seja ouvido ainda esta semana.

A empresa foi autuada pela Vigilância Sanitária. Devido à reincidência, o valor da multa, segundo Dagoberto Costa, deve ser superior a R$ 50 mil. Durante a fiscalização feita esta semana. Foram apreendidos 1.037 quilos de produtos impróprios para o consumo.

*Por Áulus Rincón, do Mais Goiás

(Foto: Divulgação/PC)

(Foto: Divulgação/PC)

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