Queimadas

Em três meses, incêndios florestais aumentam quase 26% em Goiás

Dados são do Corpo de Bombeiros. A corporação não atribui uma causa específica para os incêndios, mas afirma que ação humana está presente na maioria deles


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 02/09/2019 às 12:27:26

Incêndios são principalmente em matas, lotes baldios e pastagens (Foto: Fernando Tatagiba)
Incêndios são principalmente em matas, lotes baldios e pastagens (Foto: Fernando Tatagiba)

Os incêndios florestais em Goiás tiveram aumento de quase 26% nos últimos três meses. De acordo com o Corpo de Bombeiros, em junho, julho e agosto deste ano foram registrados 4.493 casos. No mesmo período, 3.567 incêndios foram notificados em 2018. A maioria dos focos ocorreram em matas, lotes baldios e pastagens.

No comparativo entre os meses, junho do ano passado registrou 930 casos, contra 1.410 no mesmo mês deste ano. Julho notificou 1.367 focos em 2018 e, em 2019, foram atendidas 1.763 ocorrências. Em agosto de 2018, a corporação atendeu 1.270 casos. No mês passado, os bombeiros registraram 1.320 focos.

(Arte: Niame Loyola/Mais Goiás)

De acordo com o tenente-coronel Fernando Caramaschi, não há uma causa específica que pode ser atribuída aos incêndios. Mas é possível afirmar que, em praticamente todos os casos, existe ação humana, mesmo de forma culposa, ou seja, não intencional.

“Tem anos que há volumes de chuvas maiores e isso contribui com menos incêndios. Outros que há menos quantidade de mato para queimar devido a grande quantidade de incêndios anteriores. O que se leva em consideração é que os grandes registros ocorrem quando a temperatura fica acima dos 30 graus, com a umidade baixa e com fortes ventos”, ratifica.

Caramaschi ainda pontua que a maior dificuldade enfrentada é a insistência de se atear fogo em lotes baldios e até em lixos. Um aspecto cultural adotado que pode terminar em tragédia, caso a situação fique fora do controle. A mesma situação ocorre em grandes espaços abertos. Muitos produtores ainda insistem em colocar fogo para limpar áreas destinadas à agricultura.

“Ao invés de roçarem os terrenos, muitas pessoas preferem atear fogos em lotes de áreas que ainda não têm muitas construções. Com uma situação fora de controle, as chamas podem atingir casas. Além de combater incêndio em vegetação, ainda podemos atender ocorrências mais graves e até mesmo com vítimas fatais”, destaca

Tecnologia

O avanço tecnológico têm auxiliado a corporação no combate de incêndios. Até mesmo os identificá-los em seu foco inicial. “Hoje conseguimos monitorar o Parque Altamira de Moura Pacheco. Temos sopradores, que atuam com maior agilidade que os abafadores. Até o helicóptero tem sido usado para o combate às chamas. Além, é claro, dos drones”, afirma.