Passe livre

Em SP, protesto contra aumento de tarifa acaba em confusão e com 51 presos

A polícia usou bombas de gás e balas de borracha contra os manifestantes





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No primeiro protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo em 2015, O Movimento Passe Livre (MPL) reuniu nesta sexta-feira, 9, cerca de 5 mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar. O ato, que havia começado de forma pacífica, voltou a registrar infiltração de integrantes do movimento Black Bloc, com cenas de tumulto e depredação.

Houve vandalismo e pelo menos um ônibus foi queimado. Duas lanchonetes, três agências bancárias e uma concessionária acabaram depredadas. A polícia usou bombas de gás e balas de borracha contra os manifestantes e prendeu ao menos 51 pessoas.

O ato, que começou por volta das 17h no centro da capital, seguia pacífico até o início da subida da Rua da Consolação, quando mascarados e pichadores começaram a pichar muros e a provocar a polícia, atirando pedras e tentando atear fogo a lixo.

Posteriormente, um grupo com cerca de 50 pessoas tentou invadir uma agência bancária do Santander. A agência acabou depredada com pedras e chutes. A PM respondeu com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha.

Logo depois, outra agência do Santander, na mesma via, foi apedrejada. Ao chegar à esquina com a Avenida Paulista, mais mascarados atiraram coquetéis molotov na polícia. Nesse momento, os soldados bateram com cassetetes nos manifestantes que tentavam correr.

A polícia dispersou o protesto. Às 20h30, havia focos de incêndio com lixo na Avenida Angélica, onde lanchonetes foram apedrejadas e uma agência do Banco do Brasil depredada. Um ônibus foi queimado por jovens na região e uma concessionária Kia foi depredada.

Novo ato

A polícia informou que detidos seriam acusados de vandalismo durante o protesto e levados para o 78.º Distrito Policial (Jardins). Outro ato do MPL contra a tarifa já está marcado para a próxima sexta-feira.