Campeonato Brasileiro

Em jogo muito fraco, Atlético-GO não sai do zero com o Botafogo em Brasília

Em tarde pouco inspirada, no Mané Garrincha, em Brasília, times goiano e carioca abusam de equívocos e empatam pela Série B




O Atlético-GO não passou de um empate sem gols com o Botafogo, pela terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O jogo aconteceu no Mané Garrinha, em Brasília, na tarde deste sábado (23/05).

O resultado fez justiça ao desempenho das duas equipes. O Botafogo alternou bons e maus momentos, mas nunca chegou a ter o controle total da partida, mostrando pouca objetividade no ataque. O Atlético-GO também foi pouco ousado, mas conseguiu criar as melhores chances, desperdiçadas pela má qualidade dos seus atacantes.

Na próxima rodada, o Botafogo receberá o Vitória no Engenhão. O Atlético-GO enfrentará o Criciúma no Heriberto Hülse.

O JOGO

Apoiado pela torcida que compareceu ao Mané Garrincha, o Botafogo começou animado. Antes do primeiro minuto, Gilberto tabelou com Lulinha e cruzou para a entrada de Bill, mas o goleiro Márcio se antecipou e fez a defesa. A resposta do Atlético-GO foi rápida, e Rafinha assustou o goleiro Jefferson com um chute muito perigoso.

Aos quatro minutos, o goleiro alvinegro teve que sair com precisão para impedir que Zezinho alcançasse a bola. O time goiano mostrava mais agressividade, enquanto o Botafogo tocava a bola com lentidão, tentando buscar espaços na defesa do Atlético. Aos sete minutos, após rebatida equivocada do zagueiro Rafael, a bola caiu na cabeça de Lulinha, que errou completamente e mandou longe do gol defendido por Márcio.

As duas equipes marcavam com intensidade, o que impedia um melhor desenvolvimento da partida. O Botafogo concentrava cinco jogadores na armação e Bill, isolado no ataque, quase não tocava na bola.

Aos 15 minutos, Lulinha invadiu a área, livrou-se da marcação e bateu cruzado, mas a zaga goiana conseguiu bloquear o chute do atacante alvinegro.

O Botafogo tinha mais posse de bola, mas não objetividade no ataque, criando poucas oportunidades para finalizar. O Atlético-GO, mais cauteloso, mantinha apenas Arthur na frente e tentava explorar as falhas cometidas pelo time carioca.

Aos 26 minutos, o Atlético-GO criou a primeira grande chance para marcar. Um erro de posicionamento permitiu que o atacante Arthur recebesse livre na área. O jogador mandou a bomba, mas Jefferson defendeu parcialmente e a zaga afastou o perigo.

Logo depois, o técnico Marcelo Martelotte foi obrigado a queimar a primeira substituição porque o meia Zezinho, com estiramento muscular, deixou o campo.

O time carioca quase não utilizava os laterais para apoiar o ataque. Gilberto era obrigado a se preocupar com Rafinha, que sempre caía pelo seu setor, enquanto Pedro Rosa mostrava muita timidez e quase não se aventurava no ataque. Bill continuava isolado na frente e, para participar do jogo, era forçado a correr atrás dos zagueiros.

Aos 38 minutos, Daniel Carvalho percebeu que o goleiro Márcio estava adiantado e mandou por cobertura, mas a bola subiu demais e encobriu o travessão.

Aos 43 minutos, Arthur, de cabeça, colocou a bola nas redes, mas a arbitragem invalidou o lance, marcando impedimento do atacante.

O Botafogo voltou para o segundo tempo com Diego Jardel no lugar de Daniel Carvalho, mas o Atlético-GO retornou com mais agressividade. Aos três minutos, Rafinha recebeu na esquerda e tentou o cruzamento. A bola parou no travessão. Dois minutos depois foi a vez de o lateral esquerdo Sidclei, que tabelou com Rafinha e entrou na área, mas acabou desarmado na hora da conclusão.

Só aos seis minutos o Botafogo deu sinal de vida com um chute violento e perigoso de Willian Arão. Logo depois, Lulinha fez boa jogada pela direita e cruzou para Bill, na pequena área, mas Márcio saltou e ficou com a bola.

O time alvinegro melhorou de produção e quase marcou o primeiro gol aos 13 minutos, quando Diego Jardel se livrou de Rafael e bateu forte, mas a bola tocou no travessão e saiu. Logo depois, foi a vez de Elvis receber na entrada da área e chutar rasteiro. O goleiro Márcio desviou para escanteio.

O Botafogo adiantou suas linhas e quase foi surpreendido aos 17 minutos. Rafinha arrancou em velocidade e lançou para Arthur nas costas de Renan Fonseca. O atacante driblou Jefferson, que saiu do gol, mas bateu na rede pelo lado de fora, desperdiçando a melhor chance da sua equipe.

Aos 27 minutos, a equipe de Goiás criou outra grande oportunidade para marcar. Ailton lançou Ayrton, que chegou a passar pelo goleiro Jefferson, mas perdeu o ângulo e recuou para Arthur cruzar e mandar para fora.

O jogo ficou aberto, e o goleiro Márcio voltou a aparecer bem, desviando um chute de Tomas que tinha endereço certo. Logo depois, o mesmo Tomas invadiu pela esquerda e cruzou para Bill, na área, mas o atacante não conseguiu completar. O Alvinegro carioca ainda voltou a criar condições para marcar, mas os seus jogadores se atrapalharam e desperdiçaram a oportunidade.

Nos minutos finais, o Botafogo pressionou, mas não alcançou sucesso em suas tentativas.

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