CORONAVÍRUS

‘Em janeiro a gente começa a vacinar todo mundo’, diz ministro da Saúde

Em agosto, Ministério da Saúde informou que serão adotados critérios de prioridade e que nem todos vão ser vacinados


Agência O Globo
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Do Agência O Globo | Em: 08/09/2020 às 18:24:24

(Foto: Silvio Avila/AFP)
(Foto: Silvio Avila/AFP)

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta terça-feira que a intenção do governo brasileiro é começar a vacinar as pessoas a partir de janeiro do ano que vem. A declaração foi dada durante reunião ministerial a uma youtuber mirim que foi convidada pelo presidente Jair Bolsonaro para conversar com os ministros.

— Vai ter vacina e remédio pra todo mundo ou não vai? — perguntou Esther, de 10 anos.

— Esse é o plano. A gente tá fazendo os contratos com quem está fazendo a vacina e a previsão é que essa vacina chegue para nós a partir de janeiro. Em janeiro do ano que vem, a gente começa a vacinar todo mundo — disse.

Em junho, o Ministério da Saúde anunciou a produção de 30,4 milhões de doses da vacina contra Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, com investimento de US$ 127 milhões. O primeiro lote deve ser produzido em dezembro e o segundo em janeiro pela Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Segundo o ministério, as doses só serão ministradas após a finalização dos estudos clínicos e a comprovação da eficácia da vacina. O acordo anunciado prevê compartilhamento da tecnologia de produção da vacina com a Fiocruz.

O ministério, no entanto, já afirmou anteriormente, em agosto, que não será possível vacinar toda a população de uma vez e que haverá uma ordem de prioridade, a mesma que guia, atualmente, a estratégia de imunização da gripe. De acordo com a pasta, a maneira como será ministrada a vacina será definida a partir da comprovação de sua eficácia.

— Estamos falando de uma doença que afetou o mundo inteiro. Existe diferença entre o mundo ideal e o real. Temos 7 bilhões de pessoas no mundo e o ideal seria que vacinássemos o mundo inteiro. Infelizmente, não temos essa possibilidade. No Brasil, a estratégia que usamos é a da Influenza, uma estratégia em que a gente vai fazer uma cobertura vacinal para Influenza — afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, em agosto.