ECONOMIA

Em Goiás, 1032 empresas fecharam as portas em agosto

Ao todo, foram abertas 88 empresas por dia do mesmo mês. Para economista, há "tentativa de sobrevivência" dos dois lados


Ton Paulo
Do Mais Goiás | Em: 22/09/2020 às 18:42:46

Foto: Reprodução
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Quando a crise aperta e as condições se mostram insuficientes, uma das “soluções” mais amargas e procuradas pelos empresários é, literalmente, baixar as portas. Em Goiás, num cenário de desequilíbrio econômico provocado pela pandemia do novo coronavírus, o fenômeno já foi notado e contabilizado. De acordo com relatório da Junta Comercial de Goiás (Juceg), 1.032 empresas foram extintas só no mês de agosto. Em uma média feita somente com dias úteis, é o equivalente a 49 empresas fechadas por dia.

De janeiro a agosto deste ano, conforme a Juceg, um total de 8.536 empresas foram extintas, sendo o mês com mais fechamentos em janeiro: 1.283. As empresas de natureza jurídica Sociedade empresária limitada foram as mais afetadas em 2020, com um registro de 3.743 fechamentos.

Em contrapartida, o estado também registrou um alto número de abertura de empresas. Segundo o relatório da Juceg, foram 16.610 aberturas em 2020, com 2.558 apenas em agosto. Assim como as extintas, as empresas de natureza jurídica Sociedade empresária limitada foram as que mais nasceram: 8.624 no total.

Tentativa de sobrevivência dos dois lados

Para o doutor em Economia e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Everton Rosa, o momento “justifica a abertura de muitas empresas, na tentativa de buscar meios para enfrentar a crise”. “Parece que abrir uma empresa sozinho, seja com responsabilidade limitada ou ilimitada, é a comprovação disso”, diz.

De acordo com Everton, o número maior de abertura de empresas de natureza limitada é uma “forma de empreender evitando um risco maior em caso de insucesso”. Entretanto, segundo o professor, “chama a atenção justamente o fechamento nos pequenos negócios, que normalmente são os que mais empregam, como comércios, lanchonetes, restaurantes, lojas”.

Numa análise abrangente, Everton diz enxergar tanto o número de constituições quanto o de extinções empresariais como uma “tentativa de sobrevivência, complementação de renda”.

Menor tempo de espera

Para quem está no grupo daqueles que pretendem abrir, e não fechar, uma empresa, uma boa notícia. De acordo o boletim do Mapa de Empresas, do Ministério da Economia, referente ao 2º quadrimestre de 2020, o estado de Goiás é o que conta com o menor tempo para se abrir uma empresa em todo o país.

Conforme o boletim da pasta federal, o prazo médio para se abrir uma empresa em Goiás é de 1 dia e uma hora e representa uma variação de menos 11 horas em relação ao 2º quadrimestre deste ano.

Abaixo de Goiás, estão o Distrito Federal, com 1 dia 2 duas horas; o Mato Grosso, com 1 dia e 10 horas; Sergipe, com 1 dia e 10 horas e o Mato Grosso do Sul, com 1 dia e 13 horas de tempo médio para abertura de empresa.