Em Goiânia, 83% dos professores reprovam retorno presencial das aulas, diz relatório

Documento é fruto de um Grupo de Trabalho conduzido pelos vereadores Aava Santiago e Mauro Rubem

Foto: Reprodução

O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), recebeu, nesta segunda-feira (15), relatório que mostra que 83% dos profissionais da Educação são contrários ao retorno presencial das aulas na capital. O documento foi formulado pelo Grupo de Trabalho (GT) Aulas na Educação Pública Municipal Durante a Pandemia, conduzido pela vereadora Aava Santiago (PSDB) e o vereador Mauro Rubem (PT), e reúne informações de encontros híbridos e pesquisas virtuais respondidas por diretores e professores da rede municipal de Educação de Goiânia.

Para compor o relatório, 840 profissionais – entre professores, diretores e técnicos administrativos – responderam a pesquisa entre os dias 2, 3, 8 e 9 de fevereiro. As conferências foram realizadas por meio das plataformas Zoom e YouTube. Conforme os dados coletados, 83% dos professores da rede municipal não concordam com a volta presencial das aulas no município de Goiânia. Esse número fica em cerca de 75% entre os diretores de escolas e mais de 90% entre os funcionários do administrativo.

Para os profissionais que participaram do levantamento, há uma série de empecilhos que impede que os estudantes voltem às escolas, dentre eles, a falta de estrutura física. Conforme o relatório, 84% dos professores responderam não haver condições de seguir à risca todos os protocolos sanitários contra a covid-19 entre os alunos do ensino infantil. Entre administrativos, 80% são de acordo quanto a essa questão.

Ao Mais Goiás, a vereador Aava Santiago diz que a iniciativa de fazer o relatório, que também propõe ações de prevenção contra a covid antes, durante e depois da retomada das aulas, surgiu já na primeira semana do mandato por ser, justamente, “o assunto mais urgente do nosso tempo”. “Hoje eu tenho convicção de que não tem nada produzido em Goiânia com esse alcance e essa magnitude. Além de termos praticado uma escuta muito ampla com métodos de colhimento de dados, também tivemos uma parte técnica muito brilhante”, afirma.

O que diz a SME

Em nota enviada à reportagem do Mais Goiás, a SME declarou que recebeu o relatório “com naturalidade” mas destacou que a pasta “tem seguido orientações repassadas pelo Paço Municipal, construindo protocolos de segurança para um possível retorno das atividades presenciais, visando a segurança de seus servidores e educandos”. Veja abaixo:

“A Secretaria Municipal de Educação (SME) recebe com naturalidade o relatório dos profissionais da Educação sobre a intenção do retorno às aulas presenciais, já que o documento reflete uma preocupação coletiva da comunidade escolar.

Durante toda a pandemia, a SME tem seguido orientações repassadas pelo Paço Municipal, construindo protocolos de segurança para um possível retorno das atividades presenciais, visando a segurança de seus servidores e educandos. Protocolos estes que são sempre readequados conforme a evolução do quadro epidemiológico e validados por equipe de saúde.

Portanto, qualquer deliberação será feita em conjunto com o prefeito, sempre atentos ao diálogo e participação de professores, alunos, pais e profissionais da Educação.”