Viúva de Lázaro diz à polícia que desconhecia amizade entre criminoso e fazendeiro

Ellen Vieira chegou à DP por volta das 15h e seu depoimento durou cerca de uma hora

O fazendeiro Elmi Caetano, acusado de ajudar na fuga de Lázaro, deverá passar por audiência de instrução e julgamento em novembro. (Foto: reprodução)
O fazendeiro Elmi Caetano, acusado de ajudar na fuga de Lázaro, deverá passar por audiência de instrução e julgamento em novembro. (Foto: reprodução)

A viúva de Lázaro Barbosa, Ellen Vieira, prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (8) na 2ª DP de Águas Lindas de Goiás. A mulher havia sido chamada pela Polícia Civil para dar esclarecimentos sobre sua convivência com o serial killer, morto no dia 28 de junho, e de uma suposta amizade dele com o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, acusado de ter ajudado Lázaro em sua fuga.

Ellen chegou à DP por volta das 15h e seu depoimento durou cerca de uma hora. Ao Mais Goiás, a advogada Elda de Paulo, que acompanhou a viúva do criminoso, informou que a cliente foi chamada para esclarecer se já havia sido agredida por Lázaro nos três anos em que conviveram juntos e se ela tinha algum conhecimento de uma suposta amizade entre o marido e Elmi Caetano. Segundo Elda, a resposta para os dois questionamentos foi negativa.

A advogada destacou que Ellen não é alvo de nenhuma investigação e que foi chamada na DP apenas como uma informante. “Tanto ela quando a mãe dela não são alvos de investigação. Nem se cogita envolvimento da mãe, ou da senhora Ellen, nessa situação”, enfatizou Elda.

Fazendeiro réu

Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, acusado de ter auxiliado Lázaro Barbosa, tornou-se réu na última terça-feira (6) e deve responder às acusações de favorecimento pessoal, posse irregular de arma de fogo de uso permitido, e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Além disso, a Justiça também negou o pedido de revogação de prisão preventiva de Elmi, que está detido desde 24 de junho.

A juíza Luciana Oliveira de Almeida Maia, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), entendeu que os elementos obtidos pela investigação são suficientes para a instauração do processo penal, ao aceitar a denúncia do Ministério Público. Já o inquérito contra o caseiro Alan Reis Santana, que também chegou a ser preso por suspeita de ter ajudado Lázaro, foi arquivado por falta de provas.

Confronto com a polícia e morte

Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anos, foi morto no dia 28 de junho em Águas Lindas de Goiás, Entorno do Distrito Federal, em um confronto com policiais após 20 dias de uma caçada ininterrupta. O homem era acusado do assassinato de uma família de quatro pessoas, crime ocorrido em Ceilândia, além de vários outros como latrocínio, estupro, roubo e desacato.

As buscas por Lázaro mobilizaram quase 300 policiais e o uso de helicópteros, drones, cães farejadores e até estações de rádio.