Cidades

Em Ceres, idoso tem oito infartos em menos uma semana

Paciente aguarda vaga no SUS para cirurgia. Procedimento na rede privada custa cerca de R$ 200 mil. Família alega não ter condições de arcar com os custos


Da Redação

Do Mais Goiás | Em: 12/07/2019 às 14:58:38


(Reprodução/Arquivo pessoal)
(Reprodução/Arquivo pessoal)

Um idoso de 65 anos vive dias de tensão em Ceres, na região Norte do Estado. Isso porque João Simões da Luz teve oito infartos em menos de uma semana e necessita, com urgência, de uma cirurgia. Internado em um hospital do município desde domingo (7), o homem espera por uma vaga no Sistema Único de Saúde. Procedimento na rede privada custa cerca de R$ 200 mil. Família alega não ter condições de arcar com os custos.

Conforme laudo médico, o idoso possui uma doença coronária gravíssima e apresenta quadro de infarto agudo do miocárdio. No texto, está registrado ainda que o paciente corre “risco iminente de morte” já que o quadro clínico está “evoluindo progressivamente com piora”. Na tentativa de reverter a situação, os médicos solicitam uma cirurgia coronariana com a colocação de estendes farmacológicos, cujo objetivo é desobstruir as veias para que o sangue volte a fluir normalmente.

O filho do idoso, Jairo Simões da Luz, afirma que o pai está consciente e sobrevive com auxílio da medicação. No entanto, o homem teme o tempo que João terá de esperar pela cirurgia. Segundo ele, a família já tentou a operação de todas as formas e chegou, inclusive, a orçar o procedimento na rede privada, o que foi descartado em razão do preço cobrado. Ainda conforme o rapaz, a situação do pai é complicada e se piora a cada dia.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que busca uma vaga na rede que atenda ao perfil do paciente. Segundo a pasta, os pedidos que chegam à Regulação recebem acompanhamento de médicos reguladores 24h por dia. Até o momento não é possível precisar quando a transferência do idoso irá ocorrer já que as vagas são liberadas conforme a prioridade do caso e disponibilidade dos leitos existentes nos hospitais credenciados.

*Com informações do G1