Economia goiana

Em 2014, a balança comercial goiana teve o melhor desempenho da história

A Balança comercial goiana teve superávit de US$ 2,560 bilhões





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A balança comercial goiana registrou superávit de US$ 2,560 bilhões no ano passado. É o melhor resultado anual apresentado pela série histórica das estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), fruto das transações internacionais do Estado que exportou o total de US$ 6,979 bilhões e importou a quantia de US$ 4,419 bilhões.

Na comparação com 2013, o saldo comercial obteve crescimento de 16,25%. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (07) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação que, desde o último dia 2, é comandada pelo vice-governador José Eliton.

A apresentação dos números foi feita por William O’Dwyer, superintendente de Comércio Exterior da Pasta. Ele atribui o novo recorde registrado à capacidade de empreender do empresariado goiano, aliado ao apoio irrestrito dado pelo Governo de Goiás na busca de novos mercados para os produtos locais. “O crescimento do superávit da balança comercial, ante 2013, é a demonstração de que a economia goiana continua forte, mesmo num momento em que o país acumula um alto déficit comercial”, afirma.

EXPORTAÇÕES

No ano passado, 149 países serviram de destino para os 900 produtos que fizeram parte da pauta de produtos exportados por Goiás. A soja foi o produto mais vendido representando 33,33% do total das vendas. Destacaram-se, ainda, as carnes (bovinas, aves e suínas) com 23,35%; ferroligas, 8,45%; milho, 7,91%; sulfeto de cobre, 6,24%; couros e derivados, 6,13%; açúcar, 4,56%; ouro, 3,34%; amianto, 3,34%; outros produtos de origem animal, 1,12%; preparações alimentícias, 0,83%; algodão, 0,70%; e máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, 0,38%.

Mais uma vez a China foi o principal mercado para as exportações goianas. Desde que desbancou a Holanda, em 2008, do posto de principal comprador das mercadorias produzidas no Estado, o país asiático mantém a liderança do ranking.

Em 2014, os chineses compraram US$ 1,884 bilhão, ou 26,99% de tudo o que Goiás vendeu para o mercado internacional. A Holanda ficou em segundo lugar com 9,33% do total. Em seguida vêm a Rússia, 6,15%; Hong Kong, 4,83%; Índia, 3,56%; Egito, 3,08%; Estados Unidos, 3%; Coreia do Sul, 2,87%; Itália, 2,84%; e Japão, 2,65%.

O’Dwyer chama a atenção para novos parceiros comerciais que estão se destacando no comércio internacional goiano. “A Índia e o Egito aparecem como 5º e 6º maiores compradores dos nossos produtos”. Eles compraram, principalmente, gêneros alimentícios e minérios.

IMPORTAÇÕES

Os produtos farmacêuticos lideraram as importações goianas pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, os fármacos participaram com 26,81% do total das compras oriundas de outros países. Completam a lista os veículos automotivos e suas partes (25,37%), máquinas e aparelhos mecânicos (10,79%), adubos e fertilizantes (10,22%), produtos químicos orgânicos (7,29%), máquinas e aparelhos elétricos e partes (3,85%), além de instrumentos de ótica e fotografia, plásticos e suas obras, borrachas e suas obras e assentos para veículos.

Os principais fornecedores dessas mercadorias foram a Coreia do Sul, responsável por 17,11% das importações goianas, Alemanha (15,11%), Estados Unidos (13,77%), Japão (12,54%), Tailândia (5,89%), China (5,47%), Rússia (2,79%), Suíça (2,62%), Índia (2,40%) e Canadá (1,92%).

GOIÁS vs BRASIL

A balança comercial brasileira fechou o ano passado com déficit comercial de US$ 3,93 bilhões, resultado das exportações de US$ 225,101 bilhões e importações de US$ 229,031 bilhões. As exportações goianas participaram com 3,10% no total das vendas brasileiras ao exterior, ao passo que as importações contribuíram com 1,92% do total das compras internacionais do país.

William O’Dwyer esclarece que o superávit de US$ 2,5 bilhões da balança comercial de Goiás foi decisivo para que a balança nacional não tivesse um resultado ainda pior. “Após quatorze anos, o saldo do comércio internacional brasileiro ficou negativo. E o superávit da balança comercial goiana foi decisivo para que o déficit brasileiro não fosse ainda maior”.

DEZEMBRO

As exportações goianas de dezembro tiveram o segundo melhor desempenho da história para o mês ao atingir a marca de US$ 486,669 milhões. As importações registraram o valor de US$ 350,419 milhões, perfazendo no mês um saldo comercial (superávit) de US$ 136,250 milhões.