Francisco Costa
Do Mais Goiás

Eliton diz que ainda precisa “amadurecer” decisão de assumir presidência do PSDB

Ex-governador defende resgaste dos valores do partido com vistas para o desenvolvimento econômico e social, e frente pela democracia em posição antagônica na esfera federal

José Eliton diz que define, em breve, se aceita ou não ser presidente do PSDB Goiás
José Eliton conversa com Jânio Darrot (Foto: Reprodução / Facebook)

O ex-governador José Eliton (PSDB) confirmou ao Mais Goiás que, há cerca de duas semanas, esteve reunido com membros do PSDB – entre eles o ex-governador Marconi Perillo – e convidado por todos os presentes para ser o novo presidente estadual da sigla. O cargo, destaca-se, será ocupado por Jânio Darrot até abril deste ano.

“Fiquei muito honrado, mas disse que iria refletir, mesmo porque tenho compromissos profissionais. Como o mandato de Jânio encerra em abril, ainda tenho um pouco de tempo para amadurecer. Não posso assumir pela metade”, declarou.

Assumindo ou não, Eliton defende que o partido resgate os valores históricos de sua fundação – como pensado por Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas -, com vistas para o desenvolvimento econômico e social. “Inclusive, no âmbito federal deve estar em uma frente ampla pela democracia, em posição antagônica em relação ao governo Bolsonaro (sem partido).”

Prefeitos

O PSDB elegeu 21 partidos em 2020, saindo de um número de 76 em 2016. Além disso, já existem nomes migrando para o DEM, de Ronaldo Caiado (DEM), como Hermano Carvalho, de Aruanã. José Eliton considera esse movimento natural em todos os governos. Contudo, ele acredita que se alguém é eleito pela oposição, deve seguir.

Questionado se o assédio do DEM aos prefeitos do PSDB – lembrando que nos anos 2000, houve uma movimentação contrária – é algum tipo de revanchismo, o ex-governador diz que é um movimento natural. “Se é revanchismo é irrelevante. De fato, a política brasileira está nesse nível”, lamenta.

Sobre isso, inclusive, ele cita um companheiro de partido, o senador Tasso Jereissati: “Os partidos foram destruídos nas eleições da Câmara e Senado, fragilizando a democracia. Por causa de negociações pessoais os partidos perdem a identidade.”