Arte e Diversão

‘Ele é todos nós, os meninos da França e do mundo’, diz ator

Na entrevista por telefone, o diretor Laurent Tirard disse que Mathéo Boisselier fez o melhor teste e se impôs de saída.




Foram mais de 800 meninos testados para substituir Maxime Godart como o ‘Pequeno Nicolau’, no segundo filme da franquia adaptada das tiras de René Goscinny. Na entrevista por telefone, o diretor Laurent Tirard disse que Mathéo Boisselier fez o melhor teste e se impôs de saída. O próprio Mathéo conta como foi a sua experiência.

Quantos anos você tinha e como foi selecionado para o papel de Nicolau?

Tinha 9 anos quando meus pais viram o anúncio e perguntaram se eu queria participar. Achei que poderia ser divertido, e foi, mas confesso que só essa vez já foi suficiente. Não quero ser ator. As traquinagens do personagem não têm nada a ver com o processo de fazer um filme. É muito aborrecido filmar várias vezes a mesma cena. Na tela, a gente não vê.

Mas você virou uma celebridade perante seus colegas, não?

Ninguém se impressionou muito, é a verdade, talvez porque nem eu nem meus pais achamos nada demais. Foi bacana, mas chega.

Você já conhecia o personagem, claro. E o primeiro filme?

Vi o primeiro filme só depois de ser selecionado, mas o personagem eu conhecia. Nicolau somos todos nós, os meninos da França e do mundo. Nicolau é naturalmente encrenqueiro e não entende as reações dos adultos a suas parvoíces. Repreendido, chora. É fácil se identificar com ele.

E você também é chorão?

Essa foi a parte menos legal. Achava muito chato.

E como foi trabalhar com Kad Merad e Valérie Lemercier, que fazem os pais?

Foram bem gentis, tinham paciência quando eu errava e a gente ria muito quando tinham de brigar comigo (na ficção).

Série de Goscinny e Sempé tem 5 livros. Algum preferido?

Gosto muito de Nicolau e Seus Colegas e de O Pequeno Nicolau no Recreio.