Fim de um império

Eike Batista e família têm bens bloqueados pela Justiça Federal do Rio

Ordem determina o bloqueio de R$ 1,5 bilhão, além de barco e aeronaves





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O juiz federal Flávio Roberto de Souza ordenou na noite desta quarta-feira o bloqueio de bens do empresário Eike Batista, de seus dois filhos mais velhos, de sua ex-mulher Luma de Oliveira e da mãe de seu terceiro filho, Flávia Sampaio. A ordem determina o bloqueio de R$ 1,5 bilhão de Eike, Thor, Olin, Luma e Flávia.

O juiz também ordenou o bloqueio de um barco e de aeronaves do empresário, fundador das empresas x, e requereu informações de suas contas bancárias.

De acordo com o documento judicial, os dois filhos mais velhos de Eike, além de Luma e Flávia, foram beneficiados com doações do empresário. A assessoria de imprensa da Justiça Federal no Rio não comentou o caso. Os advogados de Eike foram procurados pela Bloomberg, mas não responderam ao contato.

No final de janeiro, Eike Batista renunciou aos cargos de presidente e membro do Conselho de Administração da OGPar, controladora da OGX, que está em recuperação judicial. A saída do empresário foi oficialmente tratada como um movimento esperado.

Eike é réu em ação penal no Rio acusado pelos crimes de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada (insider trading). O processo de julgamento do empresário teve início em novembro de 2014, quando foi realizada a primeira audiência. Há outras ações contra o criador do Grupo X, iniciadas em São Paulo, pelos crimes de insider tranding, falsidade ideológica, indução do investidor ao erro e quadrilha ou bando.

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