CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS

Educação infantil ainda aguarda decreto para volta presencial em Goiânia

Previsão era de que a nota técnica, decreto e protocolos de contenção à covid-19 fossem publicados na última sexta-feira (16). Instituições aguardam autorização formal para retomada


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 19/10/2020 às 12:11:02

O retorno presencial da Educação Infantil para crianças até 5 anos em Goiânia foi adiado. Escolas aguardam decreto que autoriza a retomada. (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)
O retorno presencial da Educação Infantil para crianças até 5 anos em Goiânia foi adiado. Escolas aguardam decreto que autoriza a retomada. (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

O retorno presencial de atividades educacionais para crianças de 0 a 5 anos em Goiânia foi adiado. A expectativa é que a Educação Infantil da rede privada retomasse de forma híbrida nesta segunda-feira (19). No entanto, o decreto, a nota técnica e os protocolos contra a covid-19 ainda não foram publicados pela Prefeitura. Retomada do setor foi aprovada pelo Centro de Operações de Emergência Municipal (COE) no último dia 13 de outubro. 

De acordo com a presidente da Associação das Instituições Particulares de Ensino de Goiás (Aipeg), Eula Wamir Macedo, as instituições privadas esperavam a publicação do decreto na sexta-feira (16) para retorno já nesta segunda (19). “Ainda não sabemos o motivo, mas o decreto e a nota técnica ainda não saíram. Só falta isso para retornarmos. A gente espera que sejam publicados hoje ainda”, disse.

Eula expõe que, apesar de os protocolos ainda não terem sido divulgados, a volta híbrida (ensino à distância e presencial) está limitada a 30% da capacidade total das escolas. Conforme explica ela, as instituições já possuem resolução rígida com relação a questões sanitárias e devem manter ações como 1,5 metro por criança e 2 m por professor, bem como higienização constante dos ambientes.

A presidente da Aipeg ressalta que cada gestor está se organizando conforme a realidade da instituição. No caso da escola que Eula gere, por exemplo, o agrupamento de 4 a 5 anos voltará a ter atividades presenciais, mas as aulas ainda serão realizadas à distância, já que a professora responsável é do grupo de risco.

“Os alunos serão assistidos pela professora de apoio. Vão ter alimentação, banho e recreação. Em determinado momento, eles irão sentar e assistir a aula à distância. Poucos alunos dessa turma ficaram. Eram 25 e sobraram 6. Destes, apenas dois vão voltar presencialmente. Essa é uma decisão dos pais. Quem quer voltar, volta. Quem não quer, continua pelo sistema EAD”, disse.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia para saber acerca da publicação do decreto, nota técnica e protocolos para evitar o contágio do coronavírus e aguarda retorno.

Outro adiamento

Ao Mais Goiás, Eula disse que a rede privada espera o retorno presencial desde agosto. “Os gestores se organizaram em julho para o retorno no mês seguinte, que não aconteceu. A gente não entende o porquê de as escolas não funcionarem se tudo já foi liberado, inclusive com a presença de crianças”, criticou.

Segundo ela, a realidade das escolas privadas é divergente da rede pública. “Entendemos que a situação não é a mesma principalmente pela quantidade de alunos em uma mesma sala e a higienização dos ambientes. A curva de casos e óbitos diminuiu. Também não são todas as famílias que irão retornar. Estamos sim aptos a voltar e precisamos desse retorno”.

Os prejuízos, segundo a presidente, não podem ser contabilizados facilmente. Ela revela que 70 escolas conseguiram dar baixa oficialmente no CNPJ e fecharam. “Mas não sabemos quantas voltam”, diz ela ao revelar que na Aipeg existem 180 instituições cadastradas.

“Temos escolas que tiveram cancelamento de 100% dos contratos. Muitos colegas estão com ordem de despejo, contas atrasadas. Alguns não estão em condições nem de fazer acerto com funcionários”, disse.