Economia com teletrabalho deve reduzir déficit bilionário do Estado

Com funcionários trabalhando de casa, Governo de Goiás reduz custos e deixa de gastar mais de R$ 80 milhões

A Justiça de Goiás decidiu pelo bloqueio de bens da empresa Goiânia Leilões Oficiais e pela suspensão do site de leilões acusado de fraude (Foto: Reprodução/Banco de Imagens da USP)
A Justiça de Goiás decidiu pelo bloqueio de bens da empresa Goiânia Leilões Oficiais e pela suspensão do site de leilões acusado de fraude (Foto: Reprodução/Banco de Imagens da USP)

O Governo de Goiás economizou R$ 83 milhões desde a segunda quinzena de março de 2020. A economia deve-se a implantação do teletrabalho no poder executivo, que reduziu custos com consumo de água, esgoto e energia. O trabalho em casa foi uma medida tomada em decorrência da pandemia da Covid-19.

Segundo o secretário de Estado da Administração, Bruno D’Abadia, o teletrabalho poderá ser utilizado onde gerar maior produtividade e menor custo para o estado. “A pandemia acabou trazendo pra gente números de produtividade que nos ajudaram a modelar um formato de teletrabalho que pode ser definitivo”, explicou ele.

Para D’Abadia, unidades de trabalho que envolvem processos, cálculos e pesquisas de desenvolvimento de políticas públicas do estado, são as mais prováveis de adotarem o home-office de forma definitiva. “Depende de onde o teletrabalho tenha mostrado o aumento de produtividade e a redução de custos”, afirma o secretário.

O secretário afirma ainda, que o teletrabalho já é uma política que existe em alguns órgãos públicos federais em outros estados e havia sido prevista como uma possibilidade no novo Estatuto do Servidor, aprovado na Assembleia em julho de 2019.

Com o trabalho remoto, houve uma redução de custos de 41% em comparação ao período de abril a agosto do ano passado. Essa economia fica destinada ao Tesouro e deverá ser utilizada para a infraestrutura ou programas sociais de Goiás, dependendo das prioridades Governador Ronaldo Caiado.