Do Mais Goiás

Drª Cristina deixa PSDB para disputar prefeitura de Goiânia pelo PL

Vereadora diz que terá autonomia para conduzir pautas nas quais acredita. Filiação deve ocorrer em março quando há a janela partidária

A Justiça eleitoral indeferiu, na noite de sábado (31), a candidatura da vereadora Dra. Cristina (PL) à Prefeitura de Goiânia.(Foto: Alberto Maia/ Câmara Municipal)

Filiada ao PSDB por oito anos, a atual vereadora Drª Cristina anunciou, nesta quinta-feira (5), a saída da sigla para se filiar ao Partido Liberal (PL). O anúncio, feito nas redes sociais da parlamentar nesta quinta-feira (5), também marcou o lançamento da pré-candidatura da parlamentar na disputa pela prefeitura de Goiânia. Filiação deve ocorrer em março quando há a janela partidária.

No texto, a vereadora aponta que, apesar de ter conquistado dois mandatos na Câmara Municipal de Goiânia e de ter feito grandes amizades, deixará a sigla para concorrer ao cargo de prefeita da capital. A disputa, no entanto, não seria possível pelo PSDB porque o partido aposta em outros nomes para o pleito. O mais cotado para o cargo é o deputado estadual Talles Barreto.

“Foram inúmeras as conversas com o meu atual partido, o PSDB, e também com outros partidos que se interessaram em me apoiar na disputa pela prefeitura de Goiânia – cidade do meu coração, onde renasci e fui muito bem acolhida. Entretanto, no dia 3 de dezembro, após diálogo com a Deputada Federal Magda Mofatto, decidimos, em conjunto com minha equipe e apoiadores, que nossa melhor escolha de partido seria o PL – Partido Liberal”, escreveu.

Ainda conforme a publicação, Drª Cristina e o partido trataram de questões ideológicas e entraram no consenso de que a política terá autonomia. “O partido garantirá que minhas principais bandeiras e pautas sejam somadas às pautas da sigla”, garantiu ao afirmar que continuará com pautas em defesa dos direitos da mulher, saúde, educação e cultura.

Válido ressaltar que a vereadora não concorda com algumas pautas defendidas pelo partido como a flexibilização das regras do porte de armas no Brasil, por exemplo. Ao Mais Goiás, a parlamentar disse que este foi o principal ponto de preocupação antes de migrar para o PL.”Gosto de trabalhar sabendo onde estou pisando. Então, conversei com a deputada Magda Moffatto, presidente da sigla no Estado, e com a Soraya Santos, presidente nacional, e ficou muito claro que terei liberdade para conduzir as pautas e lutas que acredito sem nenhuma interferência”, salientou.