CORONAVÍRUS

Dono do Bahrem critica Caiado por fechar comércio: “parabéns, o senhor quebrou o Estado”

"Imagina os  inúmeros funcionários que vamos demitir", diz empresário Juliano Carrilho no Instagram

Cidades

Alexandre Bittencourt
Do Mais Goiás | Em: 24/03/2020 às 11:56:36


O empresário Juliano Carrilho, um dos proprietários do bar Bahrem e do restaurante Serena Steak, em Goiânia, usou as redes sociais para criticar o governador Ronaldo Caiado (DEM) pela decisão de ordenar, via decreto, o fechamento de todo o comércio do Estado. “Estou muito triste com o que vamos passar. Imagina os  inúmeros funcionários que vamos demitir, e mais ainda: a mensagem de vários outros pedindo o que comer! Parabéns, governador. O senhor quebrou o Estado”, disse Juliano em post publicado no Instagram. 

Em outra mensagem, publicada no mesmo perfil, o empresário reclama de pessoas que o repreenderam por manifestar sua opinião. “Nojo dessa gentinha que nunca visitou um idoso no asilo, nunca fez uma ligação para um avô e, quando postamos falando que fudeu a economia do país, o infeliz vem falar de vidas salvas. Olha suas atitudes primeiro, seu bando de alma sebosa”. O Mais Goiás entrou em contato com o empresário, mas ele afirmou que não queria dar entrevista.

 Nos stories do Instagram, Juliano continuou: “E sem julgamentos. Esse é meu pensamento. podia ter um governador precavido e porém não deixar o estado parar, iríamos ver o atraso de vida que vamos viver. Tenho três amigos próximos contaminados. Nenhum relatou nada a não ser estar resfriado, sem sentir cheiro, nem gosto”. Ao governador – que ele ressalta, é médico – Juliano lembra que “morrerão milhares de fome e depressão”.

Em post publicado no feed e depois apagado, o empresário afirma que “nem de perto é apoiador do ex-governador Marconi Perillo, mas acredito que a postura dele seria outra”. 

 Madero

Posição semelhante adotou nas redes sociais o empresário Júnior Durski, dono dos restaurantes da rede Madero. afirmou em um vídeo publicado na sua conta do Instagram que o país não pode parar “por cinco ou sete mil mortes”. Para ele, “pior é o que já acontece no país”. Durski afirmou que os danos econômicos serão maiores do que as mortes que o vírus pode causar.

O país não aguenta, não pode parar dessa maneira. As pessoas têm que produzir e trabalhar. Não podemos [parar] por conta de cinco ou sete mil pessoas que vão morrer. Isso é grave, mas as consequências que vamos ter economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus”, disse o empresário.

Durski afirmou que “em 2018 morreram mais de 57 mil pessoas assassinadas no Brasil, morreram mais de seis mil pessoas por desnutrição, por fome no Brasil”, em uma tentativa de justificar seu posicionamento, sem, no entanto, ressaltar que se o cenário se repetisse identicamente em 2020, seriam essas mortes somadas às mortes por coronavírus.

Para o empresário, que é sócio de Luciano Huck e apoiador de Jair Bolsonaro, “não podem simplesmente os infectologistas decidirem que tem que todo mundo parar, independente das consequências gravíssimas que a economia no Brasil vai ter”. 

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