DETIDO

Dono de rede de supermercados em Posse é preso por sonegação tributária

Fisco calcula autuação aproximada de R$ 10 milhões entre impostos e multas pela não emissão de cupom fiscal. Ação também cumpriu mandados de busca e apreensão


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 02/08/2019 às 18:13:53


Operação Deslinde, deflagrada na quarta-feira (31) no município de Posse, resultou na prisão do empresário tido como proprietário de um dos maiores grupos supermercadistas da cidade. Foram apreendidos documentos e extratos de bancos de dados do grupo empresarial, além de armas de fogo. O empreendimento fraudava a fiscalização tributária por meio da emissão de cupons ao consumidor final em desacordo com a legislação, além de utilizar ‘laranjas’ no quadro societário dos supermercados.

Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estabelecimentos comerciais e residência do suspeito de liderar o esquema de sonegação. A ação foi realizada por auditores fiscais da Secretaria de Estado da Economia e policiais civis da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT).

De acordo com o delegado Regional de Fiscalização de Formosa, que abarca o município de Posse, o auditor fiscal Sergimar Soares técnicos da Receita Estadual fizeram intervenção nos sistemas informatizados dos supermercados que revelou, numa amostragem dos últimos 6 dias de movimento, mais de cinco mil operações de venda sem a emissão do regular cupom fiscal, indicando uma sonegação média perto de 60% do faturamento real dos estabelecimentos.

Os bancos de dados dos estabelecimentos foram copiados e autenticados em procedimento fiscal, cuja análise detalhada será realizada pelo fisco que, tendo por base a amostragem inicial, projeta autuação perto de R$ 10 milhões entre impostos e multas. Pouco mais de R$ 1 milhão já foi objeto de autuação no mesmo dia da operação por conta do flagrante realizado pelo fisco, de acordo com o delegado Regional de Formosa.

Além de crime de sonegação, os responsáveis pela fraude responderão pelos crimes de falsidade ideológica e associação criminosa, informou a delegada da DOT, Fabiana Mancuso. Ela também analisa a possibilidade de requerer a conversão da prisão provisória em preventiva.