Eduardo Pinheiro
Do Mais Goiás

Dois detentos são mortos após princípio de motim na CPP

Rixa interna teria motivado os assassinatos. Quatro foram suspeitos foram identificados

Sindicato diz que faltam EPIs e álcool em gel para servidores do sistema prisional; Um vigilante já testou positivo para a Covid-19
De acordo com a DGAP, contato do paciente com outros funcionários foi restrito; Sindicato nega a informação

Dois detentos foram mortos no fim da tarde de quinta-feira (30) após princípio de motim na Casa de Prisão Provisória (CPP). Eles teriam sido mortos com facas de fabricação artesanal. Os suspeitos foram identificados e encaminhados para o 1° DP de Aparecida de Goiânia.

Segundo o delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), de Aparecida de Goiânia, houve princípio de motim no bloco 1 da ala A, da unidade prisional. Os presos estavam muito agitados e gritavam que havia um homicídio e poderia ter mais. Foi preciso a intervenção do Grupo de Operações Especiais (Gope), que isolou o local e encontrou Bruno Fernandes Braga morto em uma celas.

Ao mesmo tempo, detentos de outra ala começaram a fazer arruaça dizendo que matariam mais um. O Gope foi ao local e localizou o corpo de Luiz Carlos Alves Bezerra Jr. 

Os agentes prisionais identificaram quatro suspeitos de envolvimento nos crimes. Segundo os eles, as mortes foram motivadas por rixas internas: Luiz Carlos teria tentado assassinar outro detento e Bruno Fernandes seria “estuprador”, segundo os detentos.

O GIH ainda investiga o caso.

Em nota, a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que a direção da CPP “vai abrir procedimento administrativo para as responsabilizações e apuração sobre as mortes dos dois custodiados, “encontrados sem sinais visitais, na tarde desta quinta-feira, 30/01, em celas da unidade prisional”. 

A nota diz ainda que a direção do estabelecimento penal já realizou notificação às autoridades para confirmação formal dos óbitos. Os possíveis autores das ocorrências foram identificados e levados  à Polícia Civil para investigação e providências necessárias.