Documentário que registra vida e obra de Siron Franco estreia em março

Com direção de André Guerreio Lopes e Rodrigo Campos, o documentário "Siron. Tempo Sobre Tela" chega simultaneamente nos cinemas e streaming no dia 25 de março

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(Foto: Divulgação)

Que Siron Franco é um dos maiores artistas plásticos brasileiros, não restam dúvidas. Nascido na Cidade de Goiás e autor de obras como “Herança” (1987/88), “Pantanal” e “Homens e Máquinas” (1969), agora também é tema do documentário “Siron. Tempo Sobre Tela“, que tem estreia prevista para o dia 25 de março, de forma simultânea no cinema e também no streaming.

Com direção de André Guerreio Lopes e Rodrigo Campos, com distribuição pela Pandora Filmes, o documentário imerge na vida e obra do artista, investigando sua trajetória a partir de imagens captadas ao longo de duas décadas, combinadas também com vídeos caseiros feitos pelo próprio Siron.

As bases para o documentário começaram a ser registradas ainda no ano 2000, quando os diretores estudavam em Londres e o goiano estava por lá, produzindo algumas telas inspiradas no bairro Soho. Inicialmente, a ideia era registrar o processo de criação do artista e foi exatamente o que fizeram. Registraram cada pincelada de Siron Franco enquanto pintava na cidade.

Anos mais tarde, voltaram ao material gravado e perceberam que tinham um registro único e importante sobre a obra e o trabalho de Siron. Nasceu então a ideia de captar novas imagens no ateliê, em Aparecida de Goiânia, e entrevistar o artista, o levando também para lugares importantes de sua infância e registrando cada detalhe. Para a surpresa de ambos, Siron ainda cedeu um material rico de seu acervo pessoal, com vídeos que registravam momentos de sua vida.

Pouco antes de começarmos a montagem, Siron Franco nos disponibilizou seu acervo de vídeos, material riquíssimo e inédito, cerca de 180 fitas VHS e Super-8 que ele filmou ao longo da vida, trabalhando nos diversos ateliês, fazendo experimentos de videoarte, viajando para a Europa e para o México nos anos 70 etc“, conta André.

Esse novo material transformou tudo que estavam imaginando a respeito do documentário, fazendo com que “Siron. Tempo Sobre Tela“, passasse a navegar de forma mais livre entre os diversos tempos, sem obedecer uma cronologia certa. Para a montagem do filme, os diretores contaram com Danilo do Valle, que contribuiu bastante para a criação de uma narrativa que fizesse sentido com tudo que já tinham captado.

Os envolvidos no documentário sabiam que tinham um grande desafio em mãos: contar sobre um artista plástico em atividade e dono de um estilo bem próprio. Rodrigo conta: “Não foi uma preocupação nossa que a estética do trabalho de Siron influenciasse o estilo do filme, apesar de termos estado sempre conscientes de que isso se daria em alguma medida, e naturalmente, ao longo de sua feitura“, explica.

Para os diretores, o objetivo da produção “Siron. Tempo Sobre Tela” é fazer com que o maior número possível de pessoas conheçam a personalidade, os pensamentos e arte do grande criador que é Siron Franco. Sem dúvida, um documentário que vale a pena marcar na agenda para assistir!

Sinopse

“Eu lembro mais das coisas que pintei do que das coisas que vivi”, diz, em certo ponto da abertura do filme, Siron Franco, 71, tido por pensadores como Ferreira Gullar como um dos maiores pintores brasileiros de todos os tempos. Encadeando pensamentos e memórias em associações inusitadas e reveladoras, a dar foco ao tempo que brota da interação de um arquivo pessoal inédito com novas filmagens, o documentário siron. tempo sobre tela ilumina a personalidade inquieta e a mente criadora do artista, onde fronteiras entre realidade, memória e sonho se dissolvem.