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Dicas para se aventurar em The Legend of Zelda: Breath of The Wild

Aos poucos, mais e mais jogadores brasileiros iniciam sua jornada em Breath of the Wild. Para eles, trazemos algumas dicas para começar com o pé direito


Thiago Burigato

Do Mais Goiás | Em: 14/03/2017 às 17:06:59


(Reprodução)
(Reprodução)

Foram longos anos de espera, mas The Legend of Zelda: Breath of Wild finalmente está entre nós. Após quase duas semanas do lançamento mundial, as mídias físicas do novo clássico da Nintendo aos poucos vão chegando aos jogadores do Brasil – onde a empresa não tem representação oficial.

Sem dar spoilers, o Mais Goiás apresenta algumas dicas que vão tornar a experiência daqueles que estão começando a aventura agora ainda melhor. Confira:

1. Mantenha um caderno ao lado

Com um mundo tão vasto e com possibilidades quase ilimitadas, é muito fácil se distrair dos seus objetivos principais em Breath of the Wild. Bastam alguns passos por alguma planície esverdeada e logo algo vai aparecer para chamar sua atenção.

Na verdade, uma das coisas mais legais deste novo Legend of Zelda é ver um morro ou uma montanha na linha do horizonte, se perguntar “o que será que eu encontraria ali?” e saber que, se você quiser, tem todas as ferramentas para descobrir por si só. A situação se repete com todas as florestas, lagos, trilhas, ruínas, vilarejos e até acampamentos de monstros inimigos.

Por essas e outras manter um caderno ao lado pode te ajudar a manter em perspectiva tudo que sua mente curiosa te instiga a fazer. Assim, na hora de escolher entre explorar um bosque ou atravessar um rio, o jogador poderá ter a consciência tranquila de quem sabe que não está deixando nada para trás.

2. Desligue o minimapa e as informações auxiliares

Sabe aquele mapinha que fica no cantinho inferior direito da sua tela, acompanhada de informações como horário, temperatura e a quantidade de barulho que o Link está fazendo? Então, desligue tudo isso.

Nas opções de jogo você pode ativar o modo Pro do HUD (Heads-up Display, ou tela de alerta). Dessa forma, somente os corações do Link estarão à mostra. É assim que você deveria ir adiante com o jogo assim que deixasse o palco da parte inicial, o Great Plateau.

Por que fazer isso? Porque Breath of the Wild é um jogo que incentiva a exploração acima de tudo. Fazer toda sua jornada acompanhando o que diz um indicador no canto da tela não é o melhor jeito de desenrolar sua jornada.

Saia do seu caminho de vez em quando. Vasculhe. Se perca. É assim que tem que ser. O próprio fato de a Nintendo ter dado a opção de tornar a tela o mais minimalista possível só reforça essa ideia.

Não se preocupe, você não vai sofrer sem as informações adicionais. De forma orgânica o jogo já consegue te comunicar se o Link está com frio ou se está fazendo muito barulho na hora de se aproximar sorrateiramente dos inimigos. E nem preciso dizer que questões como o tempo vão estar óbvias o bastante para quem estiver jogando.

Além disso, sempre haverá um ponto de referência no horizonte para te guiar ao local onde você de fato deveria estar chegando, e o mapa completo sempre estará a um aperto do -/Select de distância.

3. Compre flechas sempre que possível

O conjunto arco+flecha é importantíssimo e, por isso mesmo, é essencial ficar de olho no seu estoque

Não subestime a importância das flechas. Elas serão suas maiores companheiras em “missões” pelas quais você quer passar despercebido, sempre sendo úteis para matar aquele monstrinho prestes a tocar a corneta que vai botar o batalhão inimigo inteiro no seu pé. Além disso, o combo arco+flecha vai te ajudar a caçar animais selvagens e até a resolver alguns quebra-cabeças.

Com tanta utilidade, é comum que o jogador acabe sem munição quando menos se espera, ainda que as flechas estejam espalhadas por todo o jogo. A solução? Renovar seu estoque sempre que possível.

Vendedores em estábulos ou vilarejos podem te dar algumas a preços módicos. São oportunidades que não se deve deixar passar. Outra dica útil é sempre ir atrás e guardar as flechas arremessadas que erraram os alvos – e isso inclui as dos seus inimigos.

4. Recolha todos os itens

Sério, faça isso. Vai chegar uma hora que você vai cansar de recolher aquele item mais comum, que já se acumula às dezenas na sua mochila. Você vai pensar: “Não usei quase nada dessa Bokoblin Fang até agora. Preciso mesmo me dar o trabalho?”. Agora que você leu esse texto, você saberá que, sim, é uma boa ideia se dar o trabalho.

Os objetos mais recorrentes, mesmo que pouco valiosos, podem ser vendidos a preços altos em grandes quantidades. Fora isso, mais para frente se tornam um grande quebra-galho na hora de fazer alguns aprimoramentos estéticos ou funcionais nas suas vestimentas…

5. Repare em tudo que parece fora de lugar

Viu uma árvore estranha, isolada no meio do nada? Um círculo de pedras em que está faltando uma peça? Um catavento aleatório preso na beirada de uma montanha? Investigue.

Como eu disse, BotW prioriza a exploração e recompensa o jogador pela sua curiosidade. Quanto mais você fuçar, mais surpresas vai encontrar.

Alguns locais guardam espécies de mini quebra-cabeças que quando resolvidos te concedem itens importantes, que por sua vez servem de moeda de troca para upgrades que vão te deixar muito feliz. E acredite, são MUITOS desses mini quebra-cabeças, então é bem fácil deixar passar alguns (ou vários) deles se não olhar mais atentamente.

6. Guarde suas joias

Se você for muito curioso provavelmente vai se deparar com pedras preciosas, como rubis e safiras, já nas primeiras horas de jogo. Nesse momento você vai estar com poucas rupees e se sentirá tentado a vender o material para obter uma cama melhor no hotel ou reforçar o estoque de cenouras que vai te ajudar a domesticar aquele cavalo selvagem. NÃO. FAÇA. ISSO.

As pedras preciosas serão… bem, preciosas mais para frente, mas por outros motivos que não a venda. Você vai se sentir um trouxa se se desfizer delas. O mesmo serve para todas as peças provenientes dos Guardians, como Ancient Screws ou Ancient Shafts.

Porém, não se aflija: você pode vender minérios mais comuns, como Opals, e receber um bom montante por isso sem ter grandes prejuízos futuros.

7. Sempre mantenha alguns tipos de armas no inventário

Apesar de serem frágeis, não subestime a importância das Korok Leaves

No decorrer da sua aventura você vai se deparar com todo tipo de arma que pensar. E também vai se desfazer de muitas delas, seja por falta de espaço ou simplesmente porque elas quebraram na cabeça de algum Lizalfo.

Pois bem, algumas delas são importante que mantenha consigo, e deve evitar usá-las em combate. São elas: o martelo, a tocha e a Korok Leaf.

O martelo é uma mão na roda para obter minérios onde usar uma bomba não é uma boa ideia. A tocha, como se prevê, serve para carregar fogo por aí. Já a Korok Leaf é fundamental para provocar o vento que vai fazer seus barquinhos à vela navegarem lagos e rios a dentro. Visto que esses veículos estão em pontos bem aleatórios e distantes, é sempre bom ter uma Korok Leaf para quando necessário.

8. Invista na Stamina Wheel

Nas primeiras horas de jogo você vai descobrir que alguns objetos específicos podem ser utilizados para incrementar dois medidores essenciais para a sua peregrinação por Hyrule: a barra de corações, que indica sua saúde, e a roda de Stamina (Stamina Wheel), que representa o “vigor” do personagem, o quanto ele pode se esforçar antes de ter que parar o que está fazendo e retomar o fôlego.

Pode parecer tentador escolher receber corações extras o quanto antes, já que com apenas três as telas de Game Over costumam ser bem frequentes. Mas em um jogo como BotW, a Stamina é ainda mais fundamental.

Acredite em mim: é frustrante tentar escalar uma montanha ou atravessar um rio e não conseguir porque a roda de Stamina zerou. O lado bom da coisa é que míseros dois ou três investimentos já te deixam pronto para (quase) tudo. Não vai ter parede rochosa ou correnteza que vai atrapalhar seus planos.

Para equilibrar a saúde – que obviamente também é muito importante – com o vigor, uma distribuição de investimentos que funcionou muito bem para mim nas primeiras horas de jogo foi:

1 – Stamina
2 – Coração
3 – Stamina
4 – Coração
5 – Coração
6 – Stamina

Até o ponto em que estou no jogo, não senti falta de mais nenhum investimento em Stamina além disso.

9. Explore as funcionalidades da Sheikah Slate

A Sheikah Slate foi uma das melhores novidades de BotW. Cheia de recursos, elas ajudam na solução de quebra-cabeças dos Shrines como ninguém. Mas o aparelho encontra sua utilidade também no mundo selvagem.

Sabe aquele rio que você acabou de deixar para trás? Talvez se você tivesse ativado a Magnesis perto dele veria que tinha um baú escondido lá no fundo… E aquelas pedras esquisitas? Será que algumas bombas as destruiriam? Provavelmente a resposta é sim.

Em suma: não subestime a potencialidade da Sheikah Slate também no mundo exterior e, mais uma vez, esteja atento aos seus arredores.

10. Se tiver, use seus amiibos

Wolf Link é um excelente companheiro em Breath of the Wild

Se você é algum entusiasta da Nintendo provavelmente tem algum amiibo aí na sua casa. Saiba que ele pode ser bem útil para sua aventura.

Os amiibos podem ser utilizados diariamente e te proporcionam itens que uma hora ou outra vão te tirar do sufoco. Qualquer figura, de qualquer série, funciona, inclusive as de Smash Bros. ou Animal Crossing. Porém, aquelas relacionadas ao universo Zelda dão itens mais raros e até exclusivos.

O Wolf Link, em particular, é o meu favorito: com ele você ganha um companheiro da família Canidae – vindo diretamente dos confins do mundo de Twlight Princess – para te ajudar a caçar e matar inimigos.