Estelionato

Detetive é preso acusado de golpe que supera R$ 50 mil

Vilmar Ferreira foi flagrado com 11 carteiras de identidade e 14 CPFs falsos





//

Há pelo menos 28 anos o detetive Vilmar Francisco Ferreira, de 53 anos, segundo a polícia, tem, além da profissão, o costume de aplicar golpes. Preso novamente está semana ele acabou flagrado com 11 carteiras de identidades e 14 CPFs falsos.

Desde agosto do ano passado que a equipe da Delegada Mayana Rezende, chefe do Grupo de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes da Deic vinha seguindo os passos de Vilmar, que também se apresentava como Uilmar ou Wilmar.

De acordo com o que foi apurado, após abrir contas e comprar de forma parcelada bens como veículos, móveis e eletroeletrônicos, ele descartava o CPF e a identidade falsos e passava a se apresentar com outros documentos.

Após catalogar 15 vítimas recentes do detetive, a delegada solicitou e a justiça decretou a prisão preventiva de Vilmar, que foi localizado em um hotel no Setor Norte Ferroviário, onde morava há pelo menos três anos. No quarto dele, os agentes da Deic encontraram documentos, diplomas e dezenas de cartões de crédito e débito.

Para a imprensa, Vilmar disse que realmente já viveu de estelionato. “O que eu tinha de débito com a justiça eu já paguei, e agora não há nada contra mim, pode pesquisar aí”, afirmou sem no entanto conseguir explicar porque guardava documentos e cartões no apartamento.

Apesar das declarações do detetive, Mayana Rezende disse ter provas de que somente no último ano Vilmar, que foi indiciado agora por estelionato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos, deu prejuízos em empresas e pessoas físicas que ultrapassam R$ 50 mil. “Na verdade mesmo trabalhando como detetive, já que tem qualificação para isso, ele nunca parou de aplicar golpes”, relatou.

Tópicos