Avião desaparecido

Destroços de Boeing 777 encontrados em ilha podem ser do voo MH370 da Malaysia Airlines

Os destroços foram localizados na quarta-feira na ilha de Reunião, um departamento ultramarino francês situado cerca de 3.700 quilômetros a leste de Madagascar. O único Boeing 777 desaparecido no mundo é o da Malaysia Airlines.





//

A Malásia tem quase certeza de que os destroços de um avião encontrados na ilha francesa de Reunião, no Oceano Índico, sejam de um Boeing 777, afirmou nesta quinta-feira o vice-ministro de Transporte do país, o que aumenta a possibilidade de que poderiam ser fragmentos do desaparecido voo MH370 da Malaysia Airlines.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, no entanto, ressalvou que ainda é muito cedo para especular. De acordo com o premier, a peça encontrada será enviada a Toulouse, na França, para verificação pela agência de investigação de acidentes aéreos francesa — BEA. Trata-se de uma superfície da aeronave conhecida como flaperon – uma parte móvel de dois metros de comprimento na borda da asa.

“É quase certo que o flaperon é de um Boeing 777. Nosso investigador chefe disse isto”, confirmou à agência Reuters o vice-ministro dos Transportes da Malásia, Abdul Aziz Kaprawi.

Os destroços foram localizados na quarta-feira na ilha de Reunião, um departamento ultramarino francês situado cerca de 3.700 quilômetros a leste de Madagascar. O único Boeing 777 desaparecido no mundo é o da Malaysia Airlines.

“A localização é consistente com a análise feita pela equipe de investigação da Malásia, que mostrou uma rota desde o sul do Oceano Índico até a África”, destacou Najib em um comunicado.

NÚMERO DE SÉRIE

Um mecânico da companhia aérea Air Austral, baseada na ilha Reunião, disse a jornalistas que ele havia analisado os destroços com as autoridades militares francesas e concluiu com 99,9% de certeza que se originou a partir de um Boeing 777.

Ele afirmou que os fragmentos continham o número de série 657-BB. Segundo o site de aviação AirLive.net, “657-BB” corresponde ao número de série do manual de manutenção da Boeing para um flaperon de um 777.

Os esforços de busca, liderados pela Austrália, concentraram-se em uma ampla zona do sul do Oceano Índico, em torno de 3.700 quilômetros da ilha de Reunião. Seguindo a linha do primeiro-ministro malaio, a BEA também advertiu que era muito cedo para tirar conclusões.

O vice-primeiro-ministro australiano, Warren Truss, disse que o objeto encontrado não “era incompatível com um Boeing 777”. Ele, porém, citou o número de série BB670, diferente do relatado pelo mecânico, segundo o jornal britânico “The Guardian”.

“Isso é obviamente um desenvolvimento muito importante. Se são de fato destroços de MH370, começa a fornecer algum desfecho para as famílias das pessoas a bordo”, disse Warre Truss.

DESAPARECIMENTO

O Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu sem deixar rastros em março do ano passado enquanto ia de Kuala Lumpur a Pequim, em um dos mistérios mais desconcertantes da História da aviação. A aeronave transportava 239 passageiros e tripulantes.

Os investigadores acreditam que alguém deliberadamente desligou o transponder do MH370 antes de desviá-lo milhares de quilômetros de seu curso. A maioria dos passageiros era chineses. Para as famílias de pessoas a bordo a incerteza em torno do destino do avião é uma agonia.