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Deputados querem que Goiás rompa com Bolsonaro e acelere compra de vacinas

Parlamentares cobraram ações práticas para aquisição dos imunizantes contra o coronavírus. Líder do governo afirma que laboratórios só negociam com União

Vacina Sputnik, contra covid-19 (Foto: reprodução/ Sputnik V)
Anvisa entrega lista de documentos que faltam para aprovar a Sputnik V ao STF (Foto: reprodução/ Sputnik V)

Deputados estaduais criticam a “falta de direção” do governo federal para combate à Covid-19, sobretudo diante do atraso na compra e distribuição de vacinas. Nesse contexto, parlamentares começam a cobrar que o governo de Goiás se afaste de Bolsonaro. Durante sessão remota realizada na quinta-feira (18), na Assembleia Legislativa (Alego), parlamentares cobraram ações práticas para aquisição dos imunizantes contra o coronavírus.

No plenário da Assembleia, a deputada Lêda Borges (PSDB) defendeu maior agilidade por parte do estado para viabilizar a aquisição de novas doses. “Se não corrermos para entrar numa lista (de compra de vacinas) jamais vamos conseguir. Precisamos correr como os outros estados e municípios. Dinheiro tem. Portanto, precisamos avançar nessa questão”, cobrou.

Humberto Aidar (MDB) disse que o governo federal é um “governo da desgraça”. “Infelizmente esse cidadão que hoje lidera o governo, nós estamos literalmente perdidos e perdido está quem estiver atrelado com ele”, criticou.

Adriana Accorsi (PT) pediu pela compra em massa de novas doses. “Todos os países empenharam esforços desde o início da pandemia para buscar vacinas. Ontem recebemos mais de 134 mil doses, mas isso é ínfimo. Estamos vendo todos os dias jovens e crianças morrendo, não há mais vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs)”, afirmou.

Paralelamente, o presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, se manifestou, em entrevista à Rádio Sagres, a favor de manutenção do diálogo entre o governador Ronaldo Caiado (DEM) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Resposta

Por outro lado, o presidente da Assembleia, Lissauer Vieira (PSB), disse que o secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, esteve em contato com todos os laboratórios, inclusive com a distribuidora no Brasil da vacina indiana Covaxin, da Bharat Biotech. “E essa distribuidora, a Precisa Medicamentos, afirma que não está negociando com governadores e prefeitos ou entidades privadas. Ou seja, toda prioridade é do Governo federal”, explicou.

O líder do governo, deputado Bruno Peixoto (MDB), também tinha respondido aos parlamentares que questionaram a suposta morosidade do Governo. “Nós estamos agindo para adquirir vacinas, mas os laboratórios estão informando que a prioridade é para o Governo Federal. Não há omissão, pelo contrário há uma atuação, uma ação muito forte para aquisição do medicamento”, enfatizou.