Eduardo Pinheiro
Do Mais Goiás

Dentre 136 mil da nova remessa para Goiás, 76 mil são da AstraZeneca

É a primeira vez que o imunizante desenvolvido pela Oxford chega em maior número ao estado

A imunização contra a Covid-19 na modalidade drive-thru precisou ser interrompida em Aparecida de Goiânia, na manhã deste sábado (10). (Foto: Jucimar Sousa / Mais Goiás)
A imunização contra a Covid-19 na modalidade drive-thru precisou ser interrompida em Aparecida de Goiânia, na manhã deste sábado (10). (Foto: Jucimar Sousa / Mais Goiás)

Das 136.350 doses da nova remessa de vacinas contra a Covid-19 que chegou a Goiás na manhã desta quinta-feira (8), mais de 55,7% são da AstraZeneca, um total de mais de 76 mil. Essa é a primeira vez que o imunizante da Oxford chega em maior quantidade que da CoronaVac no estado.

Os números refletem a mudança na produção da vacinas no Brasil, com aumento na velocidade da produção da vacina da AstraZeneca, mas queda devido à falta de insumos para a CoronaVac, do Instituto Butantan. O instituto já anunciou que pode sofrer paralisação de produção por falta do Insumo Farmceutico Ativo (IFA).

A nova remessa deve ser usada para aplicação de primeira e segunda doses. No entanto, há a reserva de 30% do total da primeira dose para profissionais de saúde ainda não vacinados, como fisioterapeutas e psicólogos, entre outros. Há também a reserva de 5% para os profissionais de área de segurança pública.

Das doses da Coronavac recebidas, 14.418 serão direcionadas à aplicação de primeiras doses e 42.402 para segundas doses. Quanto às da AstraZeneca,  34.842 doses são reservadas às primeiras aplicações; 38.314 estão separadas para a segunda. Há também a considerada reserva técnica, que deve ser garantida com o restante.

Novas vacinas

O governador Ronaldo Caiado (DEM), durante entrevista coletiva realizada na entrega das vacinas, disse que se reuniu, com outros governadores, com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e solicitou liberação, em caráter emergencial, das 11 milhões de doses disponíveis da vacina russa Sputnik V.

Caiado argumentou que outros 58 países já liberaram o imunizante em caráter emergencial e que, diante do quadro de escassez de vacinas, a Anvisa deveria dar celeridade para aprovação da Sputnik V no país. “Será que a agência desses 58 países não têm condições de avaliar?”, indagou.