“Democracia se faz com o povo”, diz um dos organizadores da motociata em Goiânia

"Uma de nossas pautas é a contagem pública total de votos. Não estamos afrontando o sistema eleitoral, só queremos uma melhoria"

"Democracia se faz com o povo", diz um dos organizadores da motociata em Goiânia (Foto: Jucimar de Sousa - Mais Goiás)

Democracia se faz com o povo“, diz um dos organizadores da motociata em favor do governo Bolsonaro (sem partido) em Goiânia, Marcelo Magalhães, que garante que o movimento não é antidemocrático. Segundo ele, a expectativa é ter 10 mil veículos trafegando por Goiânia, nesta terça-feira, 7 de setembro (Dia da Idependência).

“Uma de nossas pautas é a contagem pública total de votos. Não estamos afrontando o sistema eleitoral, só queremos uma melhoria. Isso não tem nada de mais, só fortalece nossa democracia.”

Ainda segundo ele, o movimento representa a insatisfação dos brasileiros com o Congresso, algumas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e o apoio ao presidente.

Outra manifestante, Sílvia Sousa, também criticou o supremo. “Queremos renovação do STF. Essa é a nossa bandeira.”

Marcelo Magalhães (Foto: Jucimar de Sousa – Mais Goiás)

Motociata a favor de Bolsonaro em Goiânia neste 7 de setembro

motociata a favor do presidente Bolsonaro (sem partido) nesta terça-feira7 de Setembro (Dia da Independência), sai do Autódromo Internacional de Goiânia às 9h e passa pela GO-020 sentido setor Pedro Ludovico.

Depois disso, as motocicletas seguem, ainda, pelo Setor Serrinha, Setor Bueno, Setor Sul, Setor Negrão de Lima, Santa Genoveva e termina no Ginásio de Esportes da Avenida Vera Cruz, no Jardim Guanabara. O trajeto deve durar a partir de 45 minutos.

Cinco tópicos das manifestações pró-Bolsonaro de 7 de setembro

Voto impresso auditável: Segundo o deputado estadual Paulo Trabalho (PSL), aliado de Bolsonaro em Goiás desde as eleições de 2018, o voto nas urnas eletrônicas hoje pode ser adulterado, uma vez que não há cédula física, que possa ser auditável. Para ele, é preciso um comprovante na urna, que permitir a recontagem, sendo impresso dentro do próprio equipamento, para conferência do eleitor, mas sem que ele possa retirar de um baú que armazenaria o papel.

Impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Roberto Barroso, do STF: Paulo Trabalho afirma que o STF tem descumprido sua função de intérprete da Constituição e interferindo em outros poderes, além de tirar a liberdade do povo de bem. “Falou mal de mim, mando prender.” Ainda dentro desse tópico, os manifestantes protestam contra o que chamam interferência da corte ao legislar.

Liberdade: esta é, para a vereadora Gabriela Rodart, de Goiânia, a pauta principal. “No dia 7 de setembro comemoramos o Dia Declaração de Independência do Brasil do Império Português. É uma data importante na nossa história. Temos vivido dias sombrios onde governadores e prefeitos agiram como verdadeiros ditadores por todo o País ao longo da pandemia. Além desses tristes episódios, temos visto muita injustiça, verdadeiros atos de censura contra jornalistas, políticos e cidadãos de bem, por parte de alguns integrantes do Poder Judiciário, sem o devido processo legal, acesso aos autos, enfim. Vamos às ruas pelo basta. Para que o povo tenha restabelecido seu direito de se manifestar, de se expressar livremente, de ir e vir e de cultuar a Deus sem interferências do Estado.”

Direito do presidente Bolsonaro conseguir legislar: pois o presidente tem a caneta, mas estaria de mãos atadas.

Altos impostos estaduais: os manifestantes dizem que os altos impostos estaduais impactam no preço dos diversos produtos, como o combustível.