Eleições 2016

Delegado Waldir diz que foi humilhado pelo PSDB

Quinto candidato a prefeito de Goiânia entrevistado pelo Mais Goiás e Rádio 820 AM, prefeitável diz que tucanato nacional agora “chora a perda” do deputado federal de seus quadros




“Cada um tem o direito de escolher o seu caminho, mas o PSDB humilhou o Delegado Waldir, me tratou muito mal. Não deu o valor que o Delegado Waldir deveria ter naquele partido por ter sido o deputado federal mais bem votado da história de Goiás, que ajudou a levar dois deputados federais.”

Em sabatina realizada pela Rádio 820 AM e o Mais Goiás na República da Saúde, Setor Sul, na manhã desta sexta-feira (2), o candidato a prefeito de Goiânia Delegado Waldir (PR), que ocupa o cargo de deputado federal, afirma que o “PSDB nacional chora a perda do Delegado Waldir”.

Ao se descrever como temido por desafiar os coronéis, Waldir disse que não guarda mágoa de ninguém pelo processo de prévias no PSDB que escolheu o nome do deputado federal Giuseppe Vecci e não privilegiou o dele. “Acho que você tem que olhar para frente.”

Mesmo com esse afastamento da base aliada do governador Marconi Perillo (PSDB), apesar de estar em um partido que faz parte do grupo de sustentação do governo estadual, o Delegado Waldir prefere não responder se aceita o apoio de Marconi caso chegue ao segundo turno das eleições em Goiânia. “Se eu for para um segundo turno vocês vão ter minhas respostas. Mas pelas dicas que eu já dei aqui já deu para saber qual vai ser a minha resposta.”

Waldir comenta a escolha de sua candidata a vice-prefeita, a médica Rose Cruvinel (PMN), mãe do deputado estadual Virmondes Cruvinel (PPS), que chegou a ser cotado para a vice na chapa de Vanderlan Cardoso (PSB). O candidato do PR diz que Rose é uma mulher independente, guerreira e que conta com importante apoio do filho. “Ele faz parte da base. Mas entre a base e a mãe dele, que caminha conosco, ele nos escolheu.”

Batalha judicial

Waldir, que tem orientado os meios de comunicação a chamá-lo de Delegado Waldir, nome pelo qual acredita ser conhecido e regristrou sua candidatura na Justiça Eleitoral, tem adotado a tática de processar os veículos da imprensa quando se sente ofendido ou caluniado por alguma pesquisa ou matéria. Mas defende que essa é uma decisão de sua equipe jurídica.

“Eu não vou censurar a minha equipe jurídica.” Sobre o processo movido pela campanha do Delegado Waldir contra o Mais Goiás, ele não informou de que forma a não divulgação do nível de confiança da pesquisa publicada em matéria questionada na Justiça o prejudica eleitoralmente. “Fizeram pesquisas usando meu nome como Waldir Soares, inclusive Valdir com v. Eu acho uma sacanagem”, cita outros casos.

O candidato do PR, mesmo sem responder à pergunta da jornalista do Mais Goiás, afirma que é preciso que haja uma igualdade de tratamento aos candidatos na pesquisa. “Acima de qualquer pesquisa nós temos a vontade popular e a vontade de Deus.” Delegado Waldir diz entender que o uso do nome dele errado em pesquisa ou o não uso de “delegado” na divulgação do seu nome político na campanha se trata de manipulação que prejudica a sua campanha.

Articulação

Waldir confessa que não tem experiência em articulação política, mas afirma que não pretende ter esse conhecimento. “Eu não tenho olhos verdes ou uma barba bonita. Os partidos vêm por cargos. Eu não tenho isso a oferecer.” Ele afirma que outros candidatos têm oferecido secretarias em troca de apoio na coligação.

“Eu não posso preocupar com o que as pessoas pensam. Eu tive que me preocupar em me eleger.” Ao ser questionado sobre os R$ 500 mil do PR para a campanha de prefeito esse ano, Waldir afirma que esse valor é muito baixo perto do que os outros devem gastar em suas candidaturas. “Eu quero ir com total independência. Não vou fazer vínculo político para receber recursos privados.”

“Eu venho pela dificuldade. Eu estou acostumado com campanhas mais pobres”, pontua.