Caso Carol Seidler

Delegado diz ter fortes indícios de que mãe assassinou menina de sete anos em SC

Mulher disse que a filha havia desaparecido, mas enquanto boletim era registrado, sumiu





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O delegado Rubem Teston da Silva afirmou que já tem elementos suficientes para acreditar que Silvana Seidler, de 48 anos, seja a autora do assassinato da própria filha, Carol Seidler Calegari, de sete anos.

O corpo da menina foi encontrado em um quarto, na casa em que as duas moravam, na cidade de Tubarão, em Santa Catarina, após a mulher ter dito para toda a família que a criança tinha desaparecido.

Um parecer preliminar do IGP (Instituto Geral de Perícias) indicou à polícia que Carol foi vítima de esganadura. Na segunda-feira (22/12), Silvana ligou para vários familiares dizendo que a menina tinha desaparecido na porta de casa.

O pai, que não mora junto com elas, e outros parentes começaram uma busca. Na mesma noite, Silvana e o ex-marido foram à delegacia para registrar o boletim de desaparecimento.

No caminho, o pai teria suspeitado do comportamento de Silvana, o qual classificou de “esquisito” e pediu a policiais militares que fossem até a casa. Juntamente com o avô da menina, eles encontraram o corpo dela em um quarto pouco usado na residência. Carol estava dentro de uma caixa.

Após perceber que a polícia poderia descobrir o corpo, a mãe conseguiu despistar os investigadores, durante o registro do boletim de ocorrência, e fugiu. Desde então ela não foi mais vista. Testemunhas disseram à polícia que Silvana sofria de depressão após o fim do casamento, há cerca de oito meses.

Outras pessoas ouvidas contaram à polícia que Silvana teria tentado cometer suicídio no dia em que a garota foi morta. O delegado não tem confirmação desse fato.

“Ela se encontrava também um pouco depressiva, segundo alguns depoimentos de familiares. […] Essa informação sobre possíveis lesões decorrentes de uma tentativa de suicídio, elas não foram atestadas pela polícia. Foram informações que surgiram de testemunhas. Eu não tenho como atestar isso como uma verdade”, disse o delegado.

O corpo de Carol foi enterrado na última quarta-feira (24/12), véspera de Natal. Ainda não há pistas sobre o paradeiro da mãe. (Com informações da TV Record)