Auto de Investigação

Delegada pede que adolescentes suspeitas por caso de tortura em Trindade permaneçam internadas

Judiciário deve se posicionar até o dia 14 de novembro




A delegada Renata Vieira remeteu ao Judiciário na última sexta-feira (7) o auto de investigação referente ao caso das quatro adolescentes de idades entre 13 e 16 anos que torturaram uma jovem de 14, em Trindade. No documento, é pedido que as menores permaneçam internadas.

“Nós finalizamos o procedimento na última quinta-feira (6), quando ouvimos as testemunhas. Nós juntamos tudoque tínhamos e remetemos”, explica a delegada. Segundo ela, o prazo para uma resposta sobre a manutenção da internação das garotas vai até o dia 14 de novembro.

Atualmente, duas das garotas estão em centros de internação de Goiânia e outras duas em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. O prazo máximo de internação é de três anos.

Crueldade

As agressoras planejaram todo o crime na última terça-feira (27), em reunião na casa de uma delas. A delegada conta que nesse dia elas – que estudavam na mesma escola que a vítima — ainda cavaram uma cova onde a garota seria enterrada. Para atrair a jovem, as meninas a convidaram para uma festa na quinta-feira à tarde.

Chegando ao local, a vítima foi agredida, amarrada e torturada. “Elas colocaram absorvente sujo na boca da vítima e a agrediram muito, com muita violência, com facão e martelo. Bateram com o martelo na cabeça da vítima, jogaram ela várias vezes na cova que elas tinham feito e cortaram um tendão no braço dela”, conta a delegada.

A vítima só conseguiu escapar por um descuido das adolescentes, que a deixaram sozinha enquanto foram lavar as mãos, sujas de sangue. A jovem pulou o muro e pediu ajuda a um vizinho, que chamou a polícia.

Quando a PM chegou ao local, apenas uma das agressoras estava no local. “Ela foi a que chegou atrasada na prática do ato”, disse a delegada.

Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil expediu mandado de apreensão das meninas. A Polícia Militar então começou as buscas e apreendeu duas adolescentes na tarde de sexta-feira (30). Outras duas só foram encontradas na noite de sábado (1º). Na delegacia, elas confessaram o crime.

Sem perdão

A mãe da garota torturada disse, em entrevista à TV Anhanguera nesta quarta (5), que não perdoa as agressoras e que não acredita na recuperação delas. “Elas vão sair pior do que entraram. Aí elas vão matar não só a minha filha como qualquer outra que olhar para elas de cara feia. Não tem perdão uma coisa dessas porque isso aí é desumano”, disse.

A mulher se viu obrigada a se mudar de casa com a filha porque moravam próximas às agressoras.

Tópicos