Assédio

Defensoria Pública recebe denúncias de assédio praticados por professores contra alunas em escolas de Goiás

Órgão orienta que estudantes realizem denúncia com detalhes no Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher, por telefone ou e-mail


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 14/03/2019 às 15:21:32

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Denúncias de assédio praticado por professores de escolas privadas de todo o estado contra estudantes têm chegado à Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO). Alunas e ex-alunas afirmam terem sido vítimas de machismo e ouvido comentários depreciativos em diversas instituições. O órgão ainda não formalizou representação cível e criminal pois as vítimas não informaram nomes dos colégios e de possíveis envolvidos.

Segundo a coordenadora do Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), a defensora pública Gabriela Hamdan, a situação é bem mais ampla do que parece. “Não é apenas um colégio. O WR foi a explosão dos casos, mas temos recebido diversos relatos de várias escolas de todo o estado”, conta.

Apesar das denúncias, o núcleo está de mãos atadas para tomar as medidas cabíveis, pois os relatos são muito genéricos. “As estudantes pedem nossa ajuda pelas redes sociais e falam das situações, mas não dão o nome da escola e do professor. Tudo depende que essas alunas nos deem mais detalhes sobre a violência sofrida. Caso isso seja feito, elas devem solicitar as providências que desejam à Defensoria Pública”, disse.

A orientação é de que as estudantes que moram em Goiânia formalizem a denúncia, com mais detalhes, no Nudem. As alunas do interior podem fazer denúncias por e-mail. Hamdan ressalta que todas as informações repassadas pelas vítimas são sigilosas . Elas podem entrar em contato com o Nudem pelos telefone 3201-3922 / 98307-0250 ou pelo endereço eletrônico nudem@defensoriapublica.go.gov.br

Protesto

Na tarde desta quarta-feira (13), entre 20 e 40 jovens e adolescentes realizaram manifestação contra o assédio, em frente ao Colégio Protágoras, no setor Marista, em Goiânia. As estudantes carregavam cartazes que pediam tratamento igualitário entre homens e mulheres, fim do machismo e homofobia. A intenção foi tornar pública a violência sofrida, além de incentivar as alunas a denunciarem os casos.

Entenda

Casos de assédios e constrangimentos travestidos de brincadeira em escolas privadas do estado ganharam repercussão após denúncia de alunas em uma publicação feita no Instagram do Colégio WR, no último dia 8 de março, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Após o post, uma série de alunas e ex-alunas se manifestaram denunciando casos de machismo dentro da instituição. Depois de tomar grandes proporções, a postagem foi apagada.