Eduardo Pinheiro
Do Mais Goiás

Decreto permite a volta da Feira da Lua, Feira Hippie e camelódromos

Feiras especiais em geral estão permitidas a funcionar a partir do dia 21 de julho

Trabalhadores da Feira Hippie cogitam mudança para Aparecida
Feira Hippie antes da pandemia (Foto: reprodução/Internet)

Decreto municipal a ser publicado nesta segunda-feira (13) permitirá o funcionamento de feiras especiais, como Feira Hippie, Feira da Lua e Feira do Cerrado, entre outras, a partir do dia 21 de julho. O documento também dá aval para a abertura do Mercado Centro Comercial Popular, na Rua 4, no Centro; e do Mercado Aberto, localizado na Avenida Paranaíba, também na região Central de Goiânia.

As atividades estão sem permissão para funcionamento desde do dia 18 de de março, quando decreto estadual fechou os segmentos para evitar aglomerações, sobretudo em locais fechados. Este tipo de ambiente é considerado por autoridades de saúde pública como os mais propícios mais a contaminação pelo coronavírus Sars-Cov-2.

Entretanto, trabalhadores e empresários dos segmentos pressionavam o Paço para que houvesse sinalização de data de abertura das atividades há pelo menos dois meses. O prefeito Iris Rezende  (MDB) finalmente atendeu aos pedidos e incluiu a data no decreto a ser publicado nesta segunda.

A princípio haveria abertura intermitente, de acordo com protocolo estabelecido em decreto estadual publicado no dia 30 de junho e adotado pela prefeitura. No entanto, o decreto municipal desta segunda revoga, em seu artigo segundo, o fechamento após os 14 dias de abertura que tem início na terça-feira (14).

Feiras

Com expectativa em alta, pelo menos 3 mil famílias devem voltar a montar barracas na região da Praça do Trabalhador, no Centro de Goiânia, onde funciona a Feira Hippie, a partir do próximo dia 21 de julho. Esse número é a metade dos 5,6 mil permissionários a trabalharem no local.

Segundo aponta o presidente da Associação dos Feirantes da Feira Hippie, Waldivino da Silva, o número se dá principalmente de acordo com os protocolos a serem atendidos. Waldivino, que acaba de se recuperar de covid-19, diz que a associação já orientou a todos os trabalhadores de grupo de risco a não irem ao local, até que a pandemia esteja controlada. Os feirantes usarão máscaras, álcool gel e serão orientados a manter distância de 2 metros uns dos outros.

Ele afirma ainda ser necessário acompanhamento por parte de técnicos da Secretária Municipal de Saúde (SMS) para a orientação dos trabalhadores do local, para evitar contágios. Entretanto, a associação já prepara informes a partir da rádio interna da feira para alertas dos cuidados sanitários.

“Recebemos com muita alegria essa notícia. Muitas famílias estavam sem renda. Várias não conseguiram o auxílio emergencial do governo federal, o que deixou a situação ainda mais precária. Sabemos que não vamos retornar com força total neste momento, mas é um alívio poder voltar a trabalhar”, afirma.

 

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