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Data-base retroativa é rejeitada pela Câmara de Vereadores e pode haver greve geral

Após a sessão, os servidores saíram da Câmara e, em protesto, subiram a avenida Goiás até a Praça Cívica


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Por 14 votos a 10, a Câmara Municipal rejeitou nesta manhã a emenda que concedia aos servidores da prefeitura o pagamento retroativo da data-base de 2014, como desejava a categoria. A universalização do benefício e o parcelamento do mesmo para este ano foram aprovados. Só que o veto à retroatividade só aumentou a insatisfação dos servidores da saúde, Guarda Civil e professores, que estão em greve e lotaram as dependências e galerias da Câmara.

A sessão foi marcado por protestos contra o prefeito Paulo Garcia (PT) e discursos acalorados de vereadores de oposição e líderes dos sindicatos. Nos corredores, houve hostilidade e até esbarrões entre servidores e seguranças da Casa. O clima era hostil porque ontem os funcionários da prefeitura também estavam em peso na Câmara, mas Paulo Garcia não apareceu para prestar contas do último quadrimestre de 2014.

“A nossa greve é para garantir nossos direitos não vamos abrir mão da retroatividade de 2014 e não vamos aceitar o parcelamento deste ano, porque isso é um calote”, disse um dos grevistas da educação. Os trabalhadores das três categorias avisaram que as greves vão continuar e por tempo indeterminado.

Com a aprovação do projeto, os servidores da Prefeitura terão um reajuste este ano, de 7,36%, divididos em três parcelas, sendo a primeira em Maio, data base da categoria, no valor de 1,5%. A segunda, será concedida no mês de Setembro, também de 1,5% e a última, somente em Janeiro de 2016, podendo ser de 4,36% dependendo do IPCA- Índice de Preços ao Consumidor Amplo, podendo ser maior ou menor que este percentual.

A vereadora Cristina Lopes (PSDB) chamou a atenção para a ausência de alguns vereadores do Plenário durante a votação da emenda da retroatividade, o que segundo ela era uma declaração de quem não está a favor dos servidores do município. A parlamentar adiantou que a oposição vai tentar novamente colocar em debate a questão, no projeto de Reforma Administrativa que está em tramitação na Casa.

“Vamos tentar mais uma vez garantir os direitos dos trabalhadores públicos de Goiânia, porque esta foi uma vitória parcial da categoria que terá seus vencimentos pagos a partir deste mês sem a retroatividade da data base, que é uma garantia constitucional”, afirmou ela, conclamando os servidores a procurar o Prefeito Paulo Garcia (PT) para buscar viabilizar o pagamento retroativo.

A prefeitura alega que não tem condições financeiras de pagar a data-base retroativa e Paulo Garcia afirma que está dialogando com os servidores.

GREVE

A Mesa Diretora abriu a Tribuna da Casa para que o funcionalismo se manifestasse antes de colocar o projeto para apreciação do Plenário. Os servidores em greve, tanto da educação quanto da saúde, que falaram em nome das categorias cobraram valorização, respeito e o cumprimento de acordos firmados com o Executivo e adiantaram que continuarão em greve até terem suas reivindicações atendidas.

“A nossa greve é para garantir nossos direitos, não vamos abrir mão da retroatividade de 2014 e não vamos aceitar o parcelamento deste ano, porque isso é um calote, disse o representante da educação. A prefeitura tem que respeitar os direitos dos trabalhadores e cumprir o que foi acordado na greve de 2013. Fazer greve é ruim, porém necessário, devido aos desmandos desta Administração que não respeita acordos e nem direitos dos trabalhadores”.