Entrevista

“Crimes em Itumbiara foram atentado político”, afirma Coronel Edson Costa

Secretário em exercício da Segurança Pública de Goiás informou que duração dos disparos por parte do atirador foi de 11 segundos




O secretário em exercício da Segurança Pública de Goiás, Coronel Edson Costa, confirmou em entrevista coletiva à imprensa que a tragédia ocorrida em Itumbiara ontem foi um “atentado político”. Durante uma carreata, um atirador disparou tiros contra um grupo de pessoas, atingindo fatalmente o ex-prefeito e candidato José Gomes da Rocha (PTB), o policial militar Vanilson Pereira, e ferindo o vice-governador, José Eliton, e o advogado Célio Rezende.

“Essa questão vai ser esclarecida nas investigações, mas já temos a definição de que ocorreu ali um atentado político de forma lato sensu, no sentido de que foram afetados os direitos dos cidadãos que ali estavam exercendo seus direitos políticos, como também dos eleitores, que tiveram seus direitos cerceados por esse ato bárbaro e covarde”, afirmou o secretário em exercício.

Ele destacou também a importância da “formação, qualificação e confiança” do policial militar que alvejou o atirador e conseguiu evitar que outras pessoas fossem feridas ou até mesmo

assassinadas. Segundo Edson, o preparo técnico do policial militar Vanilson Pereira foi fundamental para a reação e “a salvação de vidas”.“O tempo de reação das forças policiais, já cronometrado, no momento em que o perpetrador iniciou sua ação contra as pessoas que estavam ali foi de 11 segundos. Esse perpetrador tinha mais um carregador em mãos. Então, a ação da polícia que abateu o perpetrador foi fundamental para a preservação de vidas, porque se ele conseguisse recarregar a armar, com certeza os resultados seriam muito piores”, afirmou o coronel.

O secretário em exercício informou que a motivação dos crimes, a participação de outros agentes, como possíveis encomendadores do assassinato, bem como detalhes sobre porte de arma por parte do assassino estão sendo investigados pela Polícia Civil em parceria com a Polícia Federal. “Todas essas informações mais específicas estão sendo investigadas com máxima agilidade”, disse.